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A procura por passagens aéreas cresce pelo segundo mês seguido no Brasil

Quatro maiores empresas registraram crescimento de 3,2%. (Foto: Agência Brasil)

A demanda no transporte aéreo doméstico brasileiro medida em passageiros-quilômetros transportados (RPK, na sigla em inglês) cresceu 3,2% em abril deste ano ante igual mês de 2016, segundo informou ontem a Abear (Associação Brasileira das Empresas Aéreas), que representa Gol, Latam, Azul e Avianca. Em número de pessoas embarcadas, o aumento foi de 2,8%, para 6,9 milhões passageiros.

Na mesma base de comparação, a oferta, apurada em assentos-quilômetros disponíveis (ASK), subiu 2%. Assim, a taxa de ocupação aumentou 0,93 ponto percentual, para 80,23%. É o segundo mês seguido em que a aviação doméstica tem aumento de demanda, após ficar 19 meses consecutivos em retração. Com o incremento em abril — após o avanço de 5,9% em março —, o setor passou a acumular variação positiva de 0,52% no ano.

“Os números devem ser vistos com ressalvas. Em base mensal, o ritmo de evolução da procura por voos caiu à metade do avanço de 5,9% registrado em março. Além disso, o crescimento atual se dá sobre o menor nível absoluto de demanda [abril de 2016] em 50 meses”, disse o presidente da entidade, Eduardo Sanovicz.

Sobre eventos recentes que afetam a volatilidade cambial, como o agravamento da crise política no Brasil, após a delação dos controladores da JBS que atingiu o presidente Michel Temer, e o atentato terrorista em Manchester, na Inglaterra, a Abear observou que “não há qualquer parâmetro que nos permita comentar impactos de fatos tão recentes e de repercussão tão difusa”.

Em abril, a Gol ficou com 35,3% da demanda doméstica, ante 33,9% um ano antes. A Latam perdeu mercado, respondendo por uma fatia de 33% (tinha 36,8% em abril de 2016). A Azul elevou sua participação de 17,5% para 18,9%, enquanto a Avianca ganhou um ponto percentual, atingindo 12,8% do mercado. Já a demanda pelo transporte aéreo internacional apurada pelas quatro companhias aéreas brasileiras cresceu 17,37% no mês passado ante mesmo período de 2016. (AG)

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