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Procurador critica “interferência” em investigação sobre Lula

(Foto: Marcelo Camargo/Abr)

O procurador-geral de Justiça de São Paulo, Márcio Fernando Elias Rosa, defendeu a atuação dos promotores que investigam o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele alertou que a Constituição não autoriza o CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público) a interferir nas “funções de execução” dos promotores.

Na noite de terça-feira (16), uma liminar do CNMP suspendeu um depoimento de Lula e da mulher dele, Marisa Letícia. Eles haviam sido intimados a depor no inquérito sobre o triplex do Condomínio Solaris, no Guarujá (SP), do qual o petista nega ser dono. Para o promotor Cássio Conserino, que integra a equipe do MP-SP (Ministério Público de São Paulo) que investiga o imóvel, há indícios de lavagem de dinheiro pela ocultação da identidade do real proprietário.

Em nota pública, Rosa disse que “confia nos acertos da atuação dos promotores”. Ele reprovou a liminar do CNMP que suspendeu “ato designado em procedimento investigatório criminal em caso que ganhou notoriedade pública, por envolver, dentre outros, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva”.

O chefe do MP-SP disse que os promotores que investigam Lula “contam com o irrestrito apoio desta Procuradoria-Geral de Justiça para a defesa das suas prerrogativas e atribuições”. Rosa destacou ainda que eles têm caminho livre para prosseguir com a investigação a respeito do apartamento atribuído a Lula. (AE)

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