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Procurador da Operação Lava-Jato acha que a MP da Leniência e a lei de repatriação de recursos têm o “dedo do governo” e beneficiam corruptos

Lima alerta que iniciativas como a medida provisória da Leniência colocam em risco os resultados da força-tarefa (Foto: EBC)

O procurador da Operação Lava-Jato Carlos Fernando dos Santos Lima, acredita que haja o “dedo do governo” na edição de medidas que, segundo ele, beneficiam investigados pela força-tarefa.

Ele cita como exemplo a MP (medida provisória) da Leniência, sancionada em dezembro pela presidenta Dilma Rousseff para que a AGU (Advocacia Geral da União) possa negociar diretamente os acordos com empresas acusadas de corrupção. Também menciona outra lei, sancionada pela mandatária na semana passada, facilitando a repatriação de recursos mediante pagamento de multa.

Em entrevista à imprensa, Lima também rebateu as recentes críticas de Dilma a aspectos da Lava-Jato, como vazamentos de delações premiadas. Para o procurador, iniciativas como a MP da Leniência colocam em risco os resultados da força-tarefa, ao socorrer as elites envolvidas em corrupção.

Lima foi além, afirmando que há o dedo do governo nessas medidas, pois os empresários e executivos têm muito a falar sobre a participação do governo em escândalos. A mensagem resultante desse suposto incentivo à impunidade, alerta ele, pode ser a de que “vale a pena ser corrupto no Brasil”. (AG)

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