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Procurador-geral da República acusa o presidente Michel Temer de corrupção, obstrução de Justiça e organização criminosa

Mandato do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, acaba em setembro. (Foto: Reprodução)

No pedido de abertura de inquérito contra o presidente da República, Michel Temer, o procurador-geral da República Rodrigo Janot acusa o mandatário número um do País de suposto envolvimento com pelo menos três crimes: corrupção passiva, obstrução de Justiça e organização criminosa. O ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava-Jato no STF (Supremo Tribunal Federal), considerou os indícios levantados pelo procurador-geral consistentes e autorizou a abertura de investigação contra Temer.

“Os elementos de prova revelam também que alguns políticos continuam a utilizar a estrutura partidária e o cargo para cometerem crimes em prejuízo do Estado e da sociedade. Com o estabelecimento de tarefas definidas, o núcleo político promove interações diversas com agentes econômicos, com o objetivo de obter vantagens ilícitas, por meio da prática de crimes, sobretudo com corrupção. Há, pois, também o indicativo da prática do delito organização criminosa previsto na lei 12.850/2013”, salientou Janot. (AG)

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