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O Procurador-Geral da República deve participar de sessão no Supremo sobre o caso Master

Apesar das pressões, interlocutores afirmam que Gonet não pretende se afastar do caso. (Foto: Antonio Augusto/STF)

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, não deve se declarar suspeito nem impedido de atuar no caso do Banco Master e pretende participar da sessão do STF (Supremo Tribunal Federal) marcada para a próxima terça-feira (15).

A decisão contraria a saída defendida pelo presidente do STF, Edson Fachin, que sugeriu a Gonet que a Procuradoria-Geral da República (PGR) fosse representada no julgamento por outro integrante da instituição.

O Novo também apresentou na quinta-feira (10) uma arguição de suspeição contra o procurador-geral, com pedido a Fachin para que ele seja afastado das investigações relacionadas ao Banco Master no STF.

Apesar das pressões, interlocutores afirmam que Gonet não pretende se afastar do caso. A expectativa é que ele participe da sessão e sustente a posição que a PGR já apresentou ao ministro André Mendonça, de que é nula a investigação da Polícia Federal que identificou mensagens entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes.

Em manifestação encaminhada ao Supremo no início do mês, Gonet argumentou que Mendonça extrapolou suas competências ao determinar à Polícia Federal o aprofundamento da apuração sobre Moraes sem pedido do Ministério Público ou iniciativa da própria PF.

Para o procurador-geral, diante da existência de indícios envolvendo um ministro do Supremo Tribunal Federal, Mendonça deveria ter encaminhado o caso ao presidente da Corte, para que a questão fosse submetida ao plenário e os ministros decidissem sobre a eventual abertura de uma investigação.

A permanência de Gonet no julgamento também passou a ser questionada, uma vez que o próprio procurador-geral é mencionado no relatório da Polícia Federal que será analisado pelos ministros durante o julgamento.

O documento reúne diálogos em que o advogado Ciro Soares encaminha a Vorcaro mensagens atribuídas a Gonet. Em outros trechos, o ex-dono do Master pede a Moraes que acione o procurador-geral e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, para tentar barrar uma operação contra a instituição financeira.

O material também contém referência a um pedido do filho de Gonet para participar de um evento em Londres custeado por Vorcaro, com as despesas pagas pelo banqueiro. A sinalização, porém, é de que Gonet não pretende fazer esse movimento e deve estar no plenário na terça-feira para defender pessoalmente a posição da PGR sobre a nulidade da investigação. (Com informações da colunista Julia Duailibi, do portal de notícias g1)

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