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Procuradoria defende manter investigação sobre a filha de Eduardo Cunha

Danielle aparece ligada a uma das quatro contas suspeitas de terem sido abastecidas com recursos desviados da Petrobras. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

Em parecer enviado ao STF (Supremo Tribunal Federal), o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, defende que Danielle Dytz da Cunha, filha de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), continue sendo investigada por suspeita de que contas secretas no exterior mantidas pela família do presidente da Câmara dos Deputados foram abastecidas com recursos desviados da Petrobras.

A manifestação de Janot foi uma resposta ao recurso apresentado pela defesa de Danielle, que pedia exclusão da publicitária do inquérito. Os advogados argumentam que ela não é investigada pelas autoridades da Suíça – que enviaram à Procuradoria no Brasil dados sobre as quatro contas que seriam ligadas à família de Cunha – e, portanto, não poderia ser incluída em inquérito no STF.

A defesa afirma ainda que “o fato de figurar como dependente em determinado contrato de cartão de crédito, por força de atos unilaterais praticados por terceiros, obviamente não corresponde a nenhuma das figuras típicas objeto da investigação”.

Danielle aparece ligada a uma das quatro contas suspeitas de terem sido abastecidas com recursos desviados de contratos da Petrobras na África. Cunha, a mulher e a filha são investigados por corrupção e lavagem de dinheiro. Eles negam que as contas receberam dinheiro desviado da estatal. (Folhapress)

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