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Procuradoria-Geral da República defende cancelamento da votação que elegeu a chapa encarregada de analisar o impeachment

Janot alegou que a votação da Câmara dos Deputados que deu à oposição maioria na comissão especial não poderia ter sido secreta nem permitido chapa concorrente. (Foto: José Cruz/Abr)

O procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, protocolou parecer em que sugere ao STF (Supremo Tribunal Federal) a anulação da votação da Câmara dos Deputados que deu à oposição maioria na comissão especial que irá analisar o processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff.

No texto, Janot alegou que a votação não poderia ter sido secreta nem permitido chapa concorrente. “É notório que a Câmara dos Deputados promoveu conturbada votação, sob a presidência do deputado federal Eduardo Cunha [PMDB-RJ], com cenas lamentáveis de tumulto, incivilidade e dano a patrimônio público”, escreveu.

Na última terça-feira, o plenário da Câmara aprovou por 272 a 199 votos, em votação secreta, a escolha de uma chapa avulsa, formada por oposicionistas e dissidentes da base aliada. Mais cedo, Dilma também encaminhou ao Supremo manifestação sobre ação que questiona o rito do impeachment. No texto, o Planalto argumentou que a abertura do processo deve ser anulada para garantir direito à defesa prévia. (AD)

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