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Política Procuradoria-Geral da República relata não ter sido consultada sobre ação da Polícia Federal que mirou o ministro do Meio Ambiente

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Em nota, órgão avaliou que situação "em princípio, pode violar o sistema constitucional acusatório"

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
No dia da operação, Salles classificou a ação da PF como "exagerada" e "desnecessária". (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

A PGR (Procuradoria-Geral da República) afirmou, na tarde desta quarta-feira (19), não ter sido instada a se manifestar sobre a Operação Akuanduba, que cumpriu mandados de busca, pela manhã, contra o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, e o presidente do Ibama, Eduardo Bim. Em nota, o órgão avaliou que a situação “em princípio, pode violar o sistema constitucional acusatório”.

A ofensiva que investiga supostos crimes contra a administração pública – corrupção, advocacia administrativa, prevaricação e facilitação de contrabando – envolvendo agentes públicos e empresários do ramo madeireiro se deu por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), após uma representação da Polícia Federal.

Ao fim de despacho de 63 páginas em que autorizou a operação, Alexandre determinou a “imediata ciência” à PGR, mas após o cumprimento das diligências dessa manhã. O ministro do STF ordenou o cumprimento de mandados de busca e apreensão contra 18 pessoas e cinco empresas, quebrou o sigilo bancário e fiscal dos investigados, afastou servidores do Ministério do Meio Ambiente e do Ibama, e suspendeu despacho que liberou a exportação de madeira de origem nativa, sem a necessidade de uma autorização específica.

Facilitação ao contrabando

No documento, Alexandre de Moraes registrou que as investigações da Polícia Federal apontaram para um “grave esquema de facilitação ao contrabando de produtos florestais” com suposto envolvimento do ministro Salles, de Eduardo Bim, empresários e outros servidores do órgão.

Os investigadores encaminharam ao ministro representação na qual sustentaram que a empreitada criminosa sob suspeita “não apenas realiza o patrocínio do interesse privado de madeireiros e exportadores, através da legalização e de forma retroativa de milhares de carregamentos de produtos florestais exportados em dissonância com as normas ambientais vigentes entre os anos de 2019 e 2020”, mas, também vem criando “sérios obstáculos à ação fiscalizatória do Poder Público no trato das questões ambientais com inegáveis prejuízos a toda a sociedade”.

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Adroaldo Mousquer
23 de maio de 2021 09:07

Já imaginaram a PF avisar um traficante de que vai ser investigado? Ah, mas bandido do colarinho branco é obrigatório, para que esse possa se preparar adequadamente. Governo Bolsonaro.

João Maciel
21 de maio de 2021 14:12

Engraçado, qdo e gente do governo, pq avisar antes a PGR? Afinal está se vendo que trabalha mais a favor deste desgoverno do que fiscalizar as ações deste

Luis Felipe
20 de maio de 2021 21:53

Quem pode parar um ministro do STF que age fora da Lei?

João Fernando Zacher
20 de maio de 2021 20:25

Quem tem que autorizar buscas e investigações é o Chefe da Polícia e acho que não deve pedir a benção nem para o Bispo nem para o Papa… Se existem evidências deve ser investigadas e se há desvios de conduta a Procuradoria deveria ficar orgulhosa do fato e até premiar e elogiar o bom trabalho realizado pela nossa eficiente POLÍCIA FEDERAL.
PARABÉNS a todos os envolvidos. O povo e o meio ambiente agradecem… E todos sabemos que ESSE é o pior Ministro de Maio Ambiente dos últimos 50 anos….

Luiz Carlos Rozzo Bidio Rosa
23 de maio de 2021 09:56

Edson Andreotti
Orsameno Secreto e Politico
E Empressas Envestigados
Pela Lava Jato?kkkkkkkk

Salus Miranda
20 de maio de 2021 16:13

Podem falar tudo contra o Presidente, menos ser também ladrão como o LULA.

Luis Felipe
20 de maio de 2021 21:57

Pois é anencéfalo… está juridicamente errado… mas para você o errado é certo.

Henrique Bass
20 de maio de 2021 14:55

Na verdade não é a PGR que está questionando, mas Augusto Aras, colocado estrategicamente também nesta “cadeira” pelo bozo.

Os encaminhamentos, todos sabem quais serão, visando “liberar” o Salles.

Menos o gado.
Esse povinho é diferente no raciocínio.

Luis Felipe
20 de maio de 2021 21:56

Henrique Bass Triste imbecilidade sua. IBAMA é um covil de esquerdistas e ecochiitas…

Henrique Bass
20 de maio de 2021 14:58

IBAMA = Instituição Bolsonarista de Afrouxamento e Mutretas Ambientais.

Triste realidade.

Marcos S. Junqueira
20 de maio de 2021 13:25

Nem precisava, trata-se de caso burocrático de uma “portaria” do IBAMA que afrouxou normas de exportação. A PGR pode ser avisada antes para manifestação quando tratar-se de crimes graves.Se assim agiu o STF é o motivo eis que não há outra explicação senão esta.

Jose Lovatto
20 de maio de 2021 23:24

João Souza talvez vc tenha errado de presidente que sabia dos roubos, participava e negava. Neste caso, acusam o filho, que acho que é safado, por não conseguir acusar Bolsonaro que de corrupção passa longe

Ck Ps
20 de maio de 2021 12:54

A mudança no comando da PF no Amazonas foi anunciada no último dia 15, um dia após Saraiva ter pedido ao Supremo Tribunal Federal (STF) que investigue o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles.
isso n é interferência nao é?!

João Souza
20 de maio de 2021 12:49

O boçalnaro sabia e provavelmente levava uma beira nos lucros dos ladrões da Pátria.Igual ao filho 01 no Rio.

Jose Lovatto
20 de maio de 2021 10:35

Segundo a mídia de sempre e a esquerda, em especial osnpapagaios da mídia, Bolsonaro interfere na PF. Se isso é verdade, Bolsonaro sabia que seu ministro estava sendo investigado? Por sinal, coincidência, e o ministro da vez, que a mídia e os papagaios pedem a saída.

Luis Felipe
20 de maio de 2021 21:54

Investigado dentro da Lei ou para você vale tudo?

Vanderlei Ochoa
20 de maio de 2021 10:05

A lei é para todos. Ninguém vai sair impune ou deixar de ser investigado….que bom. Democracia é tudo de bom….

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