A produção da indústria nacional caiu pelo quarto mês seguido. Em setembro, na comparação com agosto, o recuo foi de 1,3%, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Em relação a setembro do ano passado, a retração foi ainda maior, de 10,9%, a maior desde abril de 2009, quando chegou a 14,1%.
Em 12 meses, a atividade fabril acumula baixa de 6,5%, a mais forte desde dezembro de 2009, que registrou queda de 7,1%. No ano, de janeiro a setembro, a queda registrada pelo setor é de 7,4%. Mais uma vez, a indústria automobilística segue empurrando o indicador para baixo de um mês para o outro. Esse setor mostrou queda de 6,7%, acumulando, no ano, perdas de 15,9%.
Também contribuíram para que o resultado geral da indústria fosse negativo: máquinas e equipamentos (-4,5%), metalurgia (-3,1%) e confecção de artigos do vestuário e acessórios (-4,2%), entre outros. Alguns segmentos conseguiram alcançar números positivos. É o caso, por exemplo, da produção de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis, que avançou 3,5%.
Média móvel trimestral recua 1,3%
Ainda na série com ajuste sazonal, a evolução do índice de média móvel trimestral recuou 1,3% no trimestre encerrado em setembro de 2015 frente ao mês anterior e manteve a trajetória descendente iniciada em outubro de 2014. Entre as grandes categorias econômicas, bens de capital (-3%) mostrou a redução mais acentuada e permaneceu com o comportamento negativo presente desde outubro do ano passado, acumulando nesse período perda de 30,7%.
Os setores produtores de bens intermediários (-1,1%), de bens de consumo semi e não duráveis (-1,1%) e de bens de consumo duráveis (-0,1%) também registraram taxas negativas, com o primeiro mantendo a trajetória descendente iniciada em setembro de 2014; o segundo intensificando a magnitude de queda frente aos resultados de julho (-0,2%) e de agosto (-0,5%); e o último prosseguindo com a sequência de taxas negativas iniciada em dezembro do ano passado. (AG)
