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Professor preso por estuprar e obrigar alunos a fazer sexo entre si foi descoberto por amigo de vítima que viu mensagem e mostrou para diretora de colégio

O homem foi preso na última quarta-feira (29), escondido no banheiro de uma casa em Uruaçu, no norte de Goiás. (Foto: Divulgação)

O professor Mateus José Mendes, de 50 anos, preso suspeito de estuprar alunos e obrigá-los a fazer sexo entre si, foi descoberto após o amigo de um dos meninos abusados ver uma mensagem no celular dele, segundo o delegado Peterson Amin. Em depoimento, o amigo disse que estava jogando no celular quando o professor mandou: “quero te ver”.

Segundo a polícia, os abusos aconteciam em Nova Iguaçu de Goiás, mas o homem foi preso na última quarta-feira (29), escondido no banheiro de uma casa em Uruaçu, ambas cidades no norte de Goiás. O amigo do menino disse em depoimento que, após ver a mensagem, o questionou e todos os abusos foram relatados.

A vítima pediu ajuda para o amigo, que tirou foto das mensagens com o professor e levou até a diretora do colégio em que eles estudam.

“O menino pediu ajuda ao declarante para que alguém contasse ao pai dele, visto que ele não tinha coragem de falar ao pai o que acontecia. [Após tirar as fotos] Ele entendeu por bem mostrar as fotos para a diretora, que pediu que fossem enviadas para ela”, narra o depoimento.

Um conselheiro tutelar prestou depoimento à polícia e disse que o Conselho foi chamado pela direção do colégio, que detalhou as denúncias. O profissional disse que os prints das mensagens confirmavam o crime e entrevistou o menino, que contou sobre todos os abusos.

O depoimento do menino descreveu como funcionavam os abusos com a vítima de 15, que disse ser abusada desde os 10. Na época, o professor o convidou para ir até a casa dele e lá, o estuprou, segundo a polícia.

Ao longo dos anos após o primeiro abuso, Mateus ainda obrigava a vítima a ir até a casa dele e ainda mandava que ele chamasse outros meninos, que eram obrigados a fazer sexo enquanto o professor assistia e chegava a participar, segundo os depoimentos. Os abusos contra ele só pararam no fim do ano passado, porque ele não suportava mais a situação, conforme descrito no depoimento.

O professor oferecia aulas de reforço, lanches e TV a cabo para convencer alunos de famílias carentes a irem à casa dele, segundo o delegado Peterson Amin. Em depoimento, o pai de uma das vítimas, que tem 17 anos, disse que o filho estava com o rendimento escolar baixo e o professor ofereceu aulas de graça para ajudá-lo.

“Mateus agradava o menor com refrigerantes, x-salada, dentre outras coisas que o declarante não tinha condição de dar ao filho. Num dos pedidos para que o menino fosse para a casa de Mateus, ele chegou a dizer: ‘deixa ele ir, ele gosta de tv a cabo e lá em casa tem. Bem como ele gosta de sanduíche'”, descreve a polícia sobre o depoimento.

Essa vítima disse ao delegado que o pai foi caseiro de uma chácara do professor, que pedia para o pai dele deixá-lo dormir lá para estudar. À polícia, o pai do menino disse que, por conta das aulas de graça e por confiar no professor, deixava o filho dormir na casa e até passar o fim de semana.

O depoimento especifica ainda que o professor mandava o menino chamar outro menino e eles tinham que fazer sexo na frente dele. Em janeiro deste ano, após um dos abusos, o menino disse que não quis participar e foi embora.

Afastamento

O professor pediu afastamento de escola em que trabalhava quando descobriu que era investigado, segundo o delegado Peterson Amin. A investigação indicou que pelo menos quatro vítimas denunciaram o docente, que trabalhava há pelo menos 15 anos na rede municipal de ensino.

O delegado Peterson Amin contou que a primeira denúncia partiu de um adolescente de 15 anos, que foi estuprado durante 5 anos e não aguentava mais os abusos.

“Ele estava aliciando alunos homens a irem a sua residência e lá praticava crimes de abuso sexual. Ele também dava aula de futebol e quando eles iam buscar a bola para jogar a partida, ele pedia para ‘buscar a bola’ na casa dele e lá praticava diversos abusos”, explicou o delegado.

Em entrevista exclusiva à TV Anhanguera, o jovem, que não quis se identificar, contou que foi dopado e abusado pelo professor. A vítima, atualmente tem 18 anos, contou que os abusos contra ela começaram quando ela tinha entre 9 e 10 anos.

“Ele destruiu parte da minha infância, assim como ele destruiu parte da infância de alguns outros meninos”, disse a vítima. As informações são do portal de notícias G1.

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