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Programa “Acelera INSS” tenta reduzir fila com 1 milhão de pessoas

A iniciativa reúne ações de gestão, ampliação da capacidade operacional e reforço no quadro de pessoal. (Foto: Reprodução)

A nova presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Ana Cristina Silveira, anunciou nessa terça-feira (28) um pacote de medidas para tentar reduzir a fila de espera e melhorar o atendimento no órgão. A iniciativa reúne ações de gestão, ampliação da capacidade operacional e reforço no quadro de pessoal.

Batizado de “Acelera INSS”, o conjunto de medidas tem como objetivo reduzir o número de requerimentos analisados fora do prazo de 45 dias para menos de 400 mil em 90 dias. Atualmente, o INSS tem cerca 1,06 milhão de pedidos nesta situação.

O anúncio aconteceu após a troca de presidente no órgão, que é responsável pela previdência pública no Brasil. Ela assumiu o lugar de Gilberto Waller, que assumiu o INSS em um esforço do governo para melhorar os processos no órgão após o esquema de corrupção envolvendo descontos indevidos nos benefícios de aposentados e pensionistas.

Ana Cristina Silveira é próxima do ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz (PDT), de quem era secretária-executiva. Wolney assumiu o ministério após a saída de Carlos Lupi (PDT), de quem também era secretário-executivo. Lupi deixou a pasta em meio à pressão causada pelas fraudes.

As medidas do INSS

Entre as medidas previstas estão a intensificação de mutirões a partir de maio, a nomeação de novos servidores e ajustes em processos internos para dar mais agilidade à análise dos benefícios.

Segundo o INSS, já estão em andamento as seguintes medidas:

– ajustes no fluxo de requerimentos para evitar retrabalho (prazo de até 30 dias);

– priorização da Avaliação Social do Benefício de Prestação Continuada (BPC);

– reprocessamento de pedidos do BPC com uso de biometria;

– automação da concessão de salário-maternidade;

– implementação de sistemas automatizados de BI com verificação de endereço;

– revisão do controle de prazos do BPC.

A fila de espera do INSS é um dos principais gargalos da gestão de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em meados de abril, ele trocou o comando do órgão porque as filas do INSS estavam desgastando a imagem do governo, e serão usadas na campanha eleitoral.

Dados mais recentes mostram que, em março, a fila caiu de 3,1 milhões para 2,7 milhões de solicitações. Apesar da redução, o volume é o mesmo registrado no mesmo mês de 2025.

Em abril, a fila teve outra queda, para 2,5 milhões de pedidos. O INSS afirma que o acúmulo tem como causas estruturais o alto índice de reincidência de requerimentos e a capacidade operacional insuficiente no órgão.

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