O sonho de conhecer outra cultura, aprender um novo idioma, trabalhar um período no exterior e voltar com uma grana, e tudo isso sem gastar muito, é uma possibilidade, especialmente para mulheres que gostam de cuidar crianças. O Programa Au Pair, oferecido pela CI, empresa de intercâmbio, é voltado para jovens que querem trabalhar como babá nos Estados Unidos. Além de ser uma das opções de intercâmbio mais econômicas, oferece a segurança e a estrutura de uma casa de família.
“Elas ficam numa casa ótima, têm roupa lavada, com refeições, carro para dirigir e ainda aprendem um idioma. O Programa de Au Pair é um ótimo produto devido à qualidade e ao baixo custo”, afirma Ana Flora Bestetti, supervisora da Região Sul da CI no Rio Grande do Sul.
O investimento inicial é de cerca de 250 dólares no programa e a candidata recebe uma bolsa de 500 dólares. Nos EUA, a intercambista receberá um salário de cerca de 195,75 dólares por semana, com uma carga horária de trabalho de 45 horas semanais, em média. Ela também terá outros benefícios, como duas semanas de férias remuneradas e quatro semanas para viajar como turista ao final do programa. Os benefícios podem chegar a 14 mil dólares. “É possível a moça voltar com uma excelente poupança”, afirma Ana Flora.
Podem participar do programa meninas entre 18 e 26 anos que tenham inglês intermediário. O programa tem duração de um ano, podendo ser renovado por mais seis meses ou um ano. Durante esse período, a cuidadora pode ser responsável por até quatro crianças e deve ajudá-las com tarefas comuns do dia a dia, como entretê-las, levá-las para escola e para passear e, ainda, preparar os lanches.
Experiência para a vida
A pedagoga gaúcha Fernanda Barzotto, de 24 anos, de Estância Velha, atuou como au pair durante um ano e nove meses na família Buckel, na cidade de Saint Louis, no estado de Missouri, nos Estados Unidos. Entre 2013 e 2015, ela cuidou de duas crianças, uma menina de 9 anos e um menino de 6. “Você realmente conhece o que é o dia a dia americano. Costumes, tradições, hábitos. Você convive com eles o tempo inteiro. Aprendi muita coisa, não só para o lado profissional, mas para minha vida pessoal também”, explica.
Para Fernanda, o reflexo desta experiência vai muito além do currículo: é para toda a vida. “Aprendi a ser uma pessoa melhor, entender e aceitar que cada um tem um jeito, que o diálogo é muito importante. Que organização em sua vida é fundamental para conseguir chegar às suas metas. Que dinheiro não é tudo e que o bom mesmo é ficar perto das pessoas que a gente ama”, afirma. Sobre a volta ao país, Fernanda confessa: “Estou descansando, curtindo a minha família e estou me readaptando. Só agora estou conseguindo comer feijão [risos]”.
Hellen mora com uma família americana em Bellevue, estado de Washington. (foto: Arquivo Pessoal/divulgação)
Melhorar o inglês
Atualmente na cidade americana de Bellevue, no estado de Washington, a cerca de 10 minutos de Seattle, Hellen Laiz Hensel, de 24 anos, trabalha há 1 ano e 5 meses com uma família americana. O programa termina em março de 2016, mas a gaúcha pretende esticar a permanência no país em mais alguns meses para viajar.
Com a expectativa de melhorar o inglês e conhecer de perto a cultura do país, Hellen se diz satisfeita com o resultado. “Posso dizer que estou mais comunicativa, meu inglês melhorou muito, e também posso dizer que conheci bem a cultura americana, visto que as famílias com que convivi eram realmente americanas.”
Para quem pretende saber mais sobre o programa de intercâmbio Au Pair, Hellen dá a dica de procurar informações no YouTube. “Se queres conhecer mais sobre o cotidiano das Au Pairs, sempre vais encontrar conteúdo em canais no YouTube, por exemplo. Eu e outras gurias também fazemos vídeos falando sobre o que acontece, dicas, como funciona, viagens e por aí vai.”
Passagem e visto
A passagem aérea é custeada pela família que irá receber a jovem, e o seguro saúde já está incluído no pacote. O visto para o Au Pair é o J1, um tipo de visto de trabalho para pessoas em programas de intercâmbio ou treinamento. “Aqueles que procuram uma colocação profissional como au pair precisam solicitar um visto de intercâmbio [vistos J-1] através do patrocínio de um programa de intercâmbio aprovado e supervisionado pelo Escritório de Assuntos Educacionais e Culturais [Bureau of Educational and Cultural Affairs]. Qualquer um que queira participar deste tipo de programa deve contatar a organização diretamente”, explica Ana Flora.
