O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Teori Zavascki prorrogou mais uma vez o prazo de investigação de políticos gaúchos suspeitos de envolvimento no esquema de corrupção na Petrobras. São investigados, todos do PP, Jerônimo Goergen, José Otávio Germano, Luis Carlos Heinze, Afonso Hamm e Renato Molling, o ex-deputado Vilson Covatti e mais 34 pessoas. O ministro autorizou a tomada de mais declarações.
O inquérito é sobre o suposto recebimento de mesada que variava entre 30 mil reais e 150 mil reais, recursos esses provenientes de desvios de contratos da Petrobras, segundo depoimentos do doleiro Alberto Youssef.
Sérgio Moro
A CGU (Controladoria-Geral da União), ministério responsável pelo combate à corrupção no governo federal, solicitou ao juiz federal Sérgio Moro, por meio de um ofício, acesso irrestrito aos documentos e inquéritos da Operação Lava-Jato, informou a assessoria da pasta. No ano passado, Moro já havia autorizado que a CGU compartilhasse os dados obtidos por meio das investigações do esquema de corrupção que atuava na Petrobras. Embora já tivesse recebido aval do magistrado, o ministério alega que a Polícia Federal interpretou que a decisão judicial dava livre acesso apenas aos documentos produzidos até aquele momento. Por conta disso, explicou a assessoria da CGU, a pasta não conseguiu analisar inquéritos e provas acumulados nos últimos meses.
