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Prova em concurso público com críticas à Operação Lava-Jato causa exoneração em Minas Gerais

Tom politizado de questões será alvo de sindicância (Foto: Reprodução)

Questões de Língua Portuguesa aplicadas em uma prova para a formação de cadastro de reserva de estagiários da PGR (Procuradoria-Geral da República) em Minas Gerais, causaram polêmica por conter críticas à Operação Lava-Jato e ao processo de impeachment da presidenta afastada Dilma Rousseff.

Devido ao tom politizado da avaliação (realizada no domingo), foi questionado por candidatos e pela própria PGR, que anular questões e exonerou, nessa quarta-feira, a servidora responsável pela elaboração do teste. Ela exercia cargo comissionado no órgão.

Em nota, a Procuradoria também informou ter instaurado sindicância para apurar o ocorrido. “As opiniões externadas não refletem a visão da instituição”, ressaltou o comunicado.
Comunicado

Entre os enunciados que deveriam ser analisados pelos candidatos a estágio, estavam frases como: “Segundo renomados juristas, a presunção de inocência, apesar de configurar direito constitucional, vem sendo ignorada pela Operação Lava-Jato”.

Outras proposições registram que “os golpistas ficaram prostrados com a reação que se viu nas ruas, em defesa da democracia”, e que “o analfabetismo político é um mal cada vez mais comum a quem assiste ao Jornal Nacional”. (AG)

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