A proposta de que o PSDB negue sua participação em cargos em um eventual governo Michel Temer está complicando as articulações do peemedebista. Além de vislumbrar as eleições de 2018, a sigla está com ação impetrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) que pode resultar na impugnação da chapa Dilma/Temer.
Segundo o secretário-geral do PSDB, Silvio Torres, o partido tem projeto com propostas próprias, derrotado em 2014, que será mantido para 2018. “Para conseguir o apoio de todos os partidos, Michel não pode levar presidenciáveis para sua equipe de ministros, senão desequilibra o jogo para 2018. Se insistir, vai ter que dar um ministério para o Serra, um para o Geraldo [Alckmin, governador de São Paulo], outro pro Beto Richa [governador do Paraná], para o Marconi [Perillo, governador de Goiás] e outro para o Aécio Neves. Não tem como acomodar todo mundo”, declarou.
O governador de Mato Grosso, Pedro Taques, que ano passado trocou o PDT pelo PSDB, também se disse contrário ao partido assumir cargos em um governo de transição. “Sou da opinião de que podemos apoiar o governo Temer no Congresso Nacional, por meio de propostas que ajudem o País a superar este grave momento de sua história. Lutamos pelo impeachment, não podemos deixá-lo só”, afirmou. (AG)
