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PSL quer que a Procuradoria investigue esquema sobre fake news, mas Polícia Federal já deve começar a apurar o uso de aplicativo para disseminar notícias falsas

TSE já abriu ação para investigar um suposto esquema de disseminação de notícias falsas. (Foto: Freepik)

O presidente nacional do PSL, Gustavo Bebianno, disse que seu partido ingressará na segunda-feira com uma ação na PGR (Procuradoria-Geral da República) para abertura de investigações sobre um suposto esquema de disseminação de fake news anti-PT, financiado por empresários via caixa 2.

A denúncia – publicada na imprensa ao longo desta semana – informa que a propagação de informações falsas é ampla e ocorre por meio da plataforma do WhatsApp.

O assunto já está na Justiça Eleitoral. Na sexta-feira, o ministro Jorge Mussi, do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), abriu ação para investigar o suposto esquema.

Em Fortaleza, o candidato do PT à Presidência da República, Fernando Haddad, disse que tem sido “o centro de calúnias” do adversário Jair Bolsonaro. Novamente, ele cobrou providências sobre as suspeitas que envolvem o envio de mensagens falsas.

Bolsonaro e sua equipe negam qualquer envolvimento no esquema. Segundo o candidato, ele que é vítima de notícias falsas.

Polícia Federal

A Polícia Federal vai abrir investigação para apurar a disseminação de notícias falsas pelas redes sociais na campanha presidencial. Serão duas frentes de apuração.

Na primeira, aberta por determinação do ministro Jorge Mussi, do TSE, a PF analisará se o candidato a presidente Jair Bolsonaro (PSL) cometeu crimes eleitorais. A investigação foi solicitada pelo PT.
Na outra frente, a pedido da PGE, a PF vai investigar a disseminação de notícias falsas na campanha presidencial contra ambos candidatos. O pedido da PGE cita reportagens de jornais nacionais.

A partir de agora, a Justiça Eleitoral deverá encaminhar com mais rapidez à Polícia Federal os pedidos de investigação sobre “fake news”. A decisão de apressar as apurações criminais foi acertada numa reunião ontem entre a presidente do TSE, Rosa Weber, com representantes da Polícia Federal e do Ministério Público Federal.

Também na próxima semana, existe a possibilidade de o plenário do TSE analisar uma ação contra a divulgação de fake news pelo Whatsapp. Ministros da Corte já deram decisões divergentes sobre isso, mas o plenário, composto por sete integrantes, ainda não deliberou a respeito. Se o fizer, poderá criar um parâmetro para julgamentos futuros. Na prática, porém, isso terá pouco efeito na eleição deste ano, uma vez que o primeiro turno já passou e o segundo está marcado para o dia 28 de outubro.

O PT também pediu ao TSE que as empresas acusadas de comprar os pacotes e o Whatsapp fossem investigados. Mas Mussi lembrou que as sanções de inelegibilidade e cassação de registro ou diploma não podem ser aplicadas a pessoas jurídicas. Assim, a investigação se fixará em Bolsonaro, no seu vice, o general reformado Hamilton Mourão, e em mais 11 empresários, entre eles Luciano Hang, dono da rede de lojas Havan, e dez sócios das empresas de mídia digital acusadas de irregularidades. Foi dado um prazo de cinco dias para que eles apresentem sua defesa. Hang nega as acusações.

Mussi negou liminar em alguns pedidos do PT, como o de prender Hang e de decretar busca e apreensão de documentos na sua residência ou na sede da Havan. “Observo que toda a argumentação desenvolvida está lastreada em matérias jornalísticas, cujos elementos não ostentam aptidão para, em princípio, demonstrar a plausibilidade da tese em que se fundam os pedidos”, afirmou o ministro.

O ministro também negou pedido para obrigar o empresário a repassar toda a documentação contábil, financeira, administrativa e de gestão relativo aos gastos com a campanha de Bolsonaro, e para fazer o Whatsapp elaborar um plano de contingência capaz de suspender o disparo em massa de mensagens ofensivas a Haddad.

Na investigação da PGR, o inquérito deve apurar a disseminação de mensagens em redes sociais tanto em relação a Bolsonaro, quanto a Haddad. A investigação foi solicitada por meio de ofício enviado ao ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, a quem a PF é subordinada.

A procuradora Raquel Dodge afirmou que o uso de recursos tecnológicos para espalhar informações falsas é “uma nova realidade mundial que exige investigação”.

Bolsonaro negou qualquer envolvimento com a disseminação de fake news por meio de empresas que apoiam sua candidatura. “Eu não tenho relação nenhuma com empresários nesse sentido. Nós estamos derrotando o PT com verdades. Nós não precisamos mentir sobre o sr. Haddad. Eles estão desesperados”, afirmou o candidato do PSL.

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