Ministro da Justiça no segundo governo Lula, e ex-governador do RS, o petista Tarso Genro acusa o juiz federal Sérgio Moro de adotar “métodos de exceção” contra investigados pela Operação Lava-Jato. Ele disse que o magistrado reproduz o ideário de Carl Schmitt, jurista e filósofo alemão que colaborou com o nazismo.
Líder da segunda maior corrente interna do PT, Tarso cobra reformas no partido e diz que o atual ciclo de poder do petismo, inaugurado em 2003, está chegando ao fim. Ele protestou contra a condução coercitiva, mas evitou discutir o mérito das suspeitas. “Assim como o ex-presidente não conhece minha vida financeira privada, eu não conheço a dele.”
Tarso fez uma avaliação sobre a condução da Lava-Jato: “O Ministério Público e a Polícia Federal devem investigar toda suspeita de corrupção. Esse sentido da Lava-Jato é estratégico para o País. Nós sabemos que há um processo de corrupção sistêmica na política brasileira, que vem de décadas”. Ele salientou também “que ela [Lava-Jato] tomou uma dimensão fundamentalmente política contra uma facção da sociedade”.
Perguntado sobre a honestidade do ex-mandatário, Tarso afirmou que tem “Lula como um homem honesto e responsável com suas finanças e sua vida privada. Uma investigação contra ele que tenha caráter excepcional é uma investigação persecutória. Por que não se faz com outros ex-presidentes?”.
