Durante convenção realizada em São Paulo nesse domingo (2), o Partido dos Trabalhadores (PT) oficializou a candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição. Ele buscará o quarto mandato, tendo novamente seu vice Geraldo Alckmin (PSB) como companheiro de chapa, a exemplo da composição vencedora do pleito de 2022.
“Vamos para uma campanha em que qualquer assunto, com qualquer governador, vocês podem ter orgulho de defender o que o governo federal fez naquele Estado”, afirmou em discurso a militantes e representantes das siglas aliadas – PSB, PCdoB, PV, PDT, PSOL e Rede.
Durante a cerimônia, marcada por apresentação de propostas, balanço das ações do terceiro mandato e defesa da participação das mulheres na política – Lula chamou a primeira-dama Janja da Silva: “Não é possível que a gente tenha esquecido de, no principal evento da nossa campanha, não ter colocado uma mulher para falar”.
Em seguida, o presidente afirmou que Janja não estava prevista para discursar, mesmo assim a convidou ao palco: “É difícil porque a gente precisa estar todo dia se reafirmando, né, mulherada?”.
Antes de Lula, manifestaram-se o presidente nacional do PT, Edinho Silva, e o ex-ministro Fernando Haddad, candidato do partido ao governo de São Paulo: “O Brasil terá que fazer uma escolha sobre qual legado queremos deixar e que país vamos construir”, disse Edinho ao anunciar a oficialização da candidatura de Lula.
Haddad também discursou. “O Brasil precisa de um marujo confiável, experiente, que saiba acionar as ferramentas necessárias para proteger a soberania do Brasil. Lula é motivo de inveja no mundo. Só que o Lula é brasileiro”, afirmou.
Realizado no Expo Center Norte, o evento começou por volta das 9h com uma entrevista da deputada federal Benedita da Silva (PT-RJ). Também participaram da convenção a ministra Marina Silva (Rede), candidata ao Senado por São Paulo, a também postulante ao Senado Simone Tebet (PSB), o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, o ex-senador Aloizio Mercadante, a ministra das Mulheres, Márcia Lopes e o senador Rogério Carvalho (PT), dentre outros.
Vitórias e derrotas
Luiz Inácio Lula da Silva, que completará 81 anos em 27 de outubro, é o presidente mais idoso a exercer o cargo no Brasil e o primeiro octogenário no posto. O ex-metalúrgico e ex-líder sindical disputa a Presidência pela sexta vez e tenta conquistar o quarto mandato.
Ele foi eleito em 2002, reeleito em 2006 e voltou ao Palácio do Planalto após vencer o pleito de 2022. Antes, foi derrotado em 1989, 1994 e 1998, respectivamente para Fernando Collor e duas vezes por Fernando Henrique Cardoso.
Em 2018, o PT chegou a oficializar a candidatura de Lula, mas o plano foi barrado pela Justiça. Na ocasião, Fernando Haddad assumiu a disputa presidencial pelo partido, perdendo a disputa no segundo turno para Jair Bolsonaro, então no PSL.
Caso seja reeleito e complete o mandato, Lula totalizará 16 anos no comando do Poder Executivo nacional. ficando atrás apenas do gaúcho Getúlio Vargas, que governou o Brasil por pouco mais de 18 anos: de 1930 a 1945 como ditador e de 1951 a 1954 como presidente escolhido pelo voto popular.
