Líder do Democratas na Câmara de Porto Alegre, o vereador Reginaldo Pujol disse ontem que acompanha com atenção os debates internos do partido, que podem levar a alterações no programa, ou no próprio nome, para permitir o ingresso de deputados e lideranças oriundos de outros partidos, sem o risco da perda dos seus mandatos… Experiente, Pujol, que mantém interlocução direta com os principais caciques do partido em Brasília, tem sugerido que, se ocorrer alguma alteração, “que se inclua as expressões Social Democratas, ou Democratas Liberais, para grifar uma vocação do partido surgida ainda quando éramos o Parido da Frente Liberal. Tanto debate, pode resultar no mínimo em uma movimentação interna saudável para o partido”, explica. Pujol brinca dizendo que “desse debate, pode acontecer tudo, inclusive nada”.
Agora, reforma propõe anistia de 90% nas multas dos partidos políticos
Na verdadeira maratona para testar a paciência da sociedade brasileira, agora, o relator de uma das propostas da reforma política na Câmara, o deputado Vicente Cândido (PT-SP) defendeu, depois da destinação de R$ 3,6 bilhões para as campanhas eleitorais, a concessão de desconto de 90% nas multas eleitorais devidas por candidatos e partidos políticos. O petista justifica que a medida, incluída por ele no parecer da reforma hoje, visa dar às legendas “isonomia” ao tratamento dado a empresas privadas, que, vez por outra, têm acesso a programas de parcelamento de dívidas com a União, os chamados Refis, como o discutido atualmente no Congresso.
Serra volta às origens e une-se ao PT pelo subsídio no BNDES
O senador tucano José Serra (PSDB), envolvido até o pescoço nas denúncias de ter recebido propinas de empresas beneficiadas com contratos públicos, decidiu unir-se ao senador Lindbergh Farias (PT-RJ), também envolvido em denúncias de recebimento de propinas, para defender a manutenção dos empréstimos subsidiados pelo BNDES a empresas amigas. Os dois conseguiram derrotar o governo na MP 777, que cria a Taxa de Longo Prazo substitui as taxas subsidiadas do BNDES. Serra responde a processos por ter recebido R$ 23 milhões a Odebrecht, mais R$ 6,4 milhões da JBS e R$ 4,6 milhões desviados das obras do metrô de São Paulo.
Oposição obstrui trabalho da CCJ
Sem votar projetos ontem no plenário, a Assembleia também não conseguiu que fosse debatido na Comissão de Constituição e Justiça o relatório que autoriza a realização de plebiscito para que os gaúchos decidam sobre o destino de estatais como a CEEE, CRM e Sulgás. Com apoio do deputado Luis Lara, do PTB, os deputados do PT, PCdoB, Solidariedade e os dois representantes do PDT que estavam ausentes, conseguiram derrubar o quórum e impedir a reunião de ontem da CCJ.
