O presidente Jair Bolsonaro reagiu ao que considerou uma ameaça do presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, de aplicar sanções econômicas ao Brasil, caso o País não haja atuação mais firme para combater o desmatamento e as queimadas na Amazônia. “Quando acaba a saliva tem que ter pólvora. Não precisa nem usar a pólvora, mas tem que saber que tem”, afirmou. Também polemizou ao se referir à pandemia de Covid-19, afirmando que o Brasil precisa deixar de ser “um país de maricas” e enfrentar a doença
Durante evento para retomada do turismo no País, no Palácio do Planalto, Bolsonaro se irritou com a pressão que vem sofrendo pela preservação da Amazônia e com as críticas após a eleição de Biden. Disse então que uma solução apenas diplomática pode não ser possível.
“Quando acaba a saliva tem que ter pólvora. Não precisa nem usar a pólvora, mas tem que saber que tem”, disse o presidente.
“Assistimos há pouco um grande candidato à chefia de Estado dizendo que, se eu não apagar o fogo da Amazônia, ele vai levantar barreiras comerciais contra o Brasil. E como é que podemos fazer frente a tudo isso? Apenas pela diplomacia não dá”, disse Bolsonaro.
Ainda durante a campanha eleitoral, durante debate com Donald Trump, Biden citou a possibilidade de consequências econômicas ao Brasil por causa da política ambiental na Amazônia. Biden foi declarado vencedor das eleições no último sábado (7) e tem recebido cumprimentos de diversos chefes de Estado, mas a vitória do democrata ainda não foi reconhecida pelo governo brasileiro.
“País de maricas”
No mesma cerimônia Bolsonaro voltou a diminuir a importância da pandemia e dizer que ela é “superdimensionada”. No Brasil, mais de 5,6 milhões de pessoas foram contaminadas pelo coronavírus, e mais de 162 mil pessoas já morreram, segundo o Ministério da Saúde.
“Tudo agora é pandemia, tem que acabar com esse negócio, pô. Lamento os mortos, lamento. Todos nós vamos morrer um dia, aqui todo mundo vai morrer. Não adianta fugir disso, fugir da realidade. Tem que deixar de ser um País de maricas”, disse Bolsonaro.
“Olha que prato cheio para a imprensa. Para a urubuzada que está ali atrás”, completou, apontando para jornalistas.
