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Quando se fala em cálculo renal, a primeira coisa que vem à cabeça é a dor insuportável causada pela cólica, sensação comparada, sem exageros, à da mãe no momento do parto

Pedras nos rins são formadas por cristais presentes na urina que se agregam, originando o cálculo. (Crédito: Reprodução)

Quando se fala em cálculo renal, a primeira coisa que vem à cabeça é a dor insuportável causada pela cólica, sensação comparada, sem exageros, à da mãe no momento do parto. A pedra no rim é formada por cristais presentes na urina que se agregam, formando o cálculo. A cólica renal ocorre quando a pedra desce para o ureter (canal que drena a urina do rim para a bexiga).

A maioria das pedras (80%) é provocada por excesso de cálcio no organismo. Os 20% restantes têm origem pelo consumo excessivo de sódio, refrigerantes e proteína animal. Cálculos menores que 5 milímetros têm mais de 70% de chance de serem eliminados sem necessidade de procedimentos ou tratamentos. Porém, pedras maiores do que 15 milímetros necessitam de cirurgia para sua retirada do organismo. Em todos os casos, a dor é um fator que deve ser contabilizado.

“As dores são tão fortes que junto com elas vêm náuseas e os vômitos. É insuportável”, testemunha Rosália Celestina Marques de Medeiros, 56 anos, que teve de ir mais uma vez ao centro cirúrgico de um hospital para extrair uma nova pedra em seu rim esquerdo. O órgão do lado direito ela teve de retirar após complicações da doença.

Assim como Rosália, a maioria das pessoas só recebe o diagnóstico da doença ao sentir as incômodas dores no abdômen. “Existem dois quadros: um paciente que procura o médico quando está com cólica renal e outro, que chega porque descobre as pedras pelo exame de imagem. Quem sente a dor já está na fase aguda”, esclarece o urologista Marco Antonio Arap.

Homens são mais atingidos pela doença.

Os dados da SBU (Sociedade Brasileira de Urologia) destacam que 12 em cada cem homens vão sofrer com pedras nos rins. Entre as mulheres, o número é menor: 7% delas deverão ter o problema. Faz parte desse grupo, principalmente, quem tem casos da doença na família. Oito em cada dez pacientes com cálculo renal herdaram o problema de pais e avós.

São esses pacientes que precisam redobrar os cuidados nessa época do ano, segundo o presidente da SBU, Archimedes Nardozza. Durante o verão, a perda de líquido pela transpiração pode agravar o quadro. “As pessoas desidratam mais, por isso ficam vulneráveis à formação do cálculo. Elas têm de ingerir, no mínimo, 2 litros de água por dia, além de sucos de frutas cítricas”, recomendou.

Atenção à alimentação.

O consumo em excesso de proteína animal e de sal também deve ser evitado. Mas, ao contrário do que muitos pensam, os cristais presentes na urina, que se agregam e formam o cálculo, não são compostos de sódio.

“Cerca de 70% das pedras são formadas por oxalato e sulfato de cálcio. Por isso, os pacientes com cálculo renal na família devem ficar atentos e evitar a ingestão de alimentos com essas substâncias”, destacou o urologista Claudio Murta. (DSP)

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