Das 18.118 solicitações recebidas pelo telefone 192 do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) de Porto Alegre em julho, 3.446 foram ligações feitas por engano. O número representa 19,01% do total de chamadas.
A prática vem se repetindo ao longo dos anos: em 2019 e 2020, uma em cada quatro pessoas que ligaram para o Samu haviam feito as chamadas por engano. No primeiro semestre deste ano, os enganos representaram 20,84% das ligações.
O alto índice é um desafio que as equipes de regulação e da assistência do Samu precisam superar todos os dias. “As pessoas ligam para o 192, mas na verdade querem falar com outros serviços de emergência, como Bombeiros ou Brigada Militar”, destacou a coordenadora do Núcleo de Educação Permanente do Samu, Dinorá Cenci.
Do total de solicitações feitas durante o mês de julho, apenas 40% viraram, de fato, atendimentos. As outras 60% dividiram-se em ligações por engano, pedidos de informações (16%), ligações interrompidas (10%), trotes (6%), chamadas repetidas (5%) – quando mais de uma pessoa liga para o mesmo fato – e fora da área de abrangência do Samu (4%).
“Somos um serviço de atendimento para situações de risco de vida. Organizamos a distribuição desses casos na rede de serviços de saúde da Capital. Para outras informações não relacionadas ao tema, pedimos que não liguem para o Samu, pois isso pode acabar prejudicando o atendimento de quem realmente precisa”, ressaltou a coordenadora.
