Quase 900 pessoas receberam doses vencidas de vacina contra a covid-19 em um local de imunização na Times Square, no coração de Nova York (EUA), neste mês, disseram autoridades locais da Saúde.
As 899 pessoas que receberam doses da vacina Pfizer no antigo prédio da NFL Experience entre 5 e 10 de junho devem agendar outra injeção do mesmo fabricante o mais rapidamente possível, disse o Departamento de Saúde da cidade de Nova York, citado pela agência de notícias AP.
“Pedimos desculpas pela inconveniência para aqueles que receberam o lote da vacina em questão e queremos que as pessoas, antes de mais nada, saibam que fomos informados de que não há perigo com a vacina que receberam”, disse em nota a ATC Vaccination Services, a empresa que administrou as vacinas sob contrato para a cidade.
O porta-voz do Departamento de Saúde, Patrick Gallahue, disse que aqueles que receberam as doses expiradas “receberam e-mails, telefonemas e também estão recebendo cartas para se certificar de que estão cientes desta situação”.
Celebração
A terça-feira (15) se tornou um dia histórico para Nova York: depois de um ano e três meses entre lockdown e regras um pouco menos duras de distanciamento social, o estado finalmente atingiu 70% de vacinação (com pelo menos uma dose) entre as pessoas de 18 anos ou mais.
“H0je [terça, 15] é um dia importante, depois de uma longa, longa jornada”, disse o governador Andrew Cuomo. Houve fogos de artifício por todo o Estado em homenagem aos trabalhadores essenciais que, nos meses mais difíceis, levaram Nova York nas costas.
Na prática, restaurantes não terão mais que distanciar as mesas em dois metros ou usar separações físicas. Teatros e cinemas já podem lotar as salas. Prédios comerciais, cabeleireiros, academias e lojas não precisam mais medir a temperatura de todo mundo que entra e nem deixar uma fila do lado de fora enquanto o número máximo de consumidores são apressados do lado de dentro. Quase todas as restrições criadas com a chegada da covid acabaram. Em resumo, com poucas exceções (como a obrigação de usar máscara no metrô e nas clínicas médicas), a vida voltou ao normal.
É inegável que Nova York abriu suas portas. O metrô voltou a funcionar 24 horas no mês passado. Bares e restaurantes operam com 100% de capacidade e não precisam fechar antes da meia-noite. Shows, espetáculos e estádios esportivos voltaram.
Infelizmente, ainda é uma celebração agridoce. Os Estados Unidos cruzaram a marca de 600 mil mortos por covid. Mais de 300 pessoas ainda morrem no país todos os dias por causa do coronavírus. Cinco vezes mais do que em acidentes de trânsito. E, em pelo menos dez Estados, o número de novos casos voltou a aumentar ao mesmo tempo em que a velocidade de vacinação diminuiu.
