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A Receita Estadual autuou empresários estrangeiros que abriram lojas de bijuterias no Rio Grande do Sul, em nome de “laranjas”, para sonegar impostos

Os empresários abriram lojas em nome de "laranjas" para sonegar parte dos tributos que deveriam recolher. (Foto: Divulgação/Sefaz)

A Receita Estadual identificou e autuou empresários estrangeiros que abriram lojas de bijuterias e acessórios em nome de “laranjas” com o objetivo de sonegar parte dos tributos que deveriam recolher. Ao todo, foram identificadas mais de dez lojas com inscrições diferentes em cidades como Porto Alegre, Canoas, Pelotas, Santa Maria e São Leopoldo. O montante das autuações é superior a R$ 4 milhões e não houve contestação por parte dos estabelecimentos.

Os valores foram parcelados, inclusive, com as primeiras parcelas já quitadas. A fraude consistia na abertura de empresas em nome de terceiros: com isso, os empresários pulverizavam o faturamento e podiam se enquadrar no Simples Nacional, regime de tributação simplificado que beneficia as micros e as pequenas empresas.

Caso as lojas tivessem o mesmo CNPJ e o mesmo quadro societário, o limite do Simples Nacional seria extrapolado, ocasionado o pagamento de um valor maior em impostos. O artifício é considerado fraude de sonegação de ICMS (Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços) e gera, além da redução de recursos à disposição do Estado, concorrência desleal entre as empresas.

Serra Gaúcha

Na ofensiva dessa quarta-feira, a Receita Estadual também teve como alvo empresas localizadas em Caxias do Sul, na Serra Gaúcha, que atuam no ramo alimentício – mais precisamente no comércio de chocolates. O montante de impostos devidos e não recolhidos aos cofres públicos foi estimado pelo órgão em R$ 10 milhões, já contabilizada a aplicação de multas e juros.

A iniciativa é oriunda da análise de documentos fiscais e de investigações que apontaram indícios de subfaturamento, simulação societária (cinco empresas no mesmo local físico e/ou grupo econômico) e confusão patrimonial. Ao longo da operação, os profissionais da Receita Estadual realizaram uma série de visitas fiscais às sedes dos estabelecimentos para apreender documentos e dados que corroborassem as suspeitas. Ao todo, a ação na Serra mobilizou 11 auditores-fiscais e dois técnicos tributários, com o apoio de um policial militar.

Nota Fiscal Gaúcha

Na tarde dessa quarta-feira, representantes de entidades que atuam na causa animal nas mais diferentes regiões do Estado participaram do primeiro encontro de capacitação sobre o programa NFG (Nota Fiscal Gaúcha). A reunião serviu para esclarecer pontos sobre o funcionamento do programa, os critérios de pontuação para receber o apoio financeiro e onde as ONGs podem aplicar os recursos que serão distribuídos a cada trimestre.

Neste ano, o NFG deve repassar ao menos R$ 1 milhão para instituições com atividade reconhecida na defesa dos animais, sem prejuízo dos valores destinados para as outras áreas.

Logo na abertura da reunião, o secretário da Fazenda, Giovani Feltes, salientou a mobilização que as entidades de proteção animal vêm demonstrando depois que o governo do Estado incluiu a modalidade junto ao NFG.

“São mais de 20 mil novos cidadãos que passaram a fazer parte do programa. É o começo e se conseguirmos avançar tanto em novas adesões, como no número de entidades participantes, com certeza será possível ampliar o montante de repasses a cada ano”, destacou Feltes.

Representando a Secretaria de Desenvolvimento Social, Trabalho, Justiça e Direitos Humanos e bastante identificada com a causa, Lourdes Sprenger observou a inclusão das entidades de proteção animal no programa “é um fato inédito no país”. Ela avalia que, com isso, as instituições terão ganhos que irão além das verbas da NFG: “É um segmento que se profissionaliza e isso é importante para a participação em outras ações”, frisou.

Além de destinar R$ 1 milhão para as ONGs de proteção animal, a NFG também amplia os repasses para as demais modalidades. As entidades cadastradas das áreas de educação, saúde e assistência social terão em torno de R$ 17 milhões ao longo de 2018, R$ 2 milhões a mais do que no ano passado.

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