A rede Toys’r’Us ordenou as suas 48 lojas na França que retirem a venda de armas de brinquedo para evitar que sejam “fontes de confusão” para as forças da ordem. A JouéClub, por exemplo, suprimiu os artigos mais realistas, segundo informações da imprensa local. O e-mail enviado pela direção-geral da Toys’r’Us aos seus centros no país, uma semana depois dos ataques que deixaram 130 mortos em Paris, determinou a retirada de mais de 20 referências de suas prateleiras e da internet, mas manteve as espadas a laser e as pistolas d’água.
A JouéClub deixou de expor ao público os brinquedos mais realistas, mas não clássicos como os estojos do Velho Oeste e da polícia. Em 2016, segundo o presidente e diretor-geral da empresa, Alain Bourgeois-Müller, está prevista a retirada das cópias de armas de combate dos seus catálogos.
Um pai zangado por ter encontrado uma cópia de um fuzil AK-47 na rede de supermercados Simply Market lançou no Facebook a iniciativa “Acabemos com as armas fictícias para crianças”. Apoiado por cerca de 150 pessoas, mostrou sua surpresa nas redes sociais depois de o mercado o responder dizendo que não poderia deixar de vender o produto.
