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Redes de drenagem do bairro Guarujá, em Porto Alegre, têm funcionamento alterado em razão da possibilidade de cheia

Medida foi adotada em razão da possibilidade de elevação do nível do Guaíba. (Foto: Pedro Piegas/PMPA)

O Dmae (Departamento Municipal de Água e Esgotos) alterou nessa quinta-feira (23), o funcionamento de parte das redes de drenagem no bairro Guarujá, na Zona Sul de Porto Alegre.

Como medida preventiva diante da possibilidade de elevação do Guaíba, a saída da água da chuva por gravidade foi temporariamente bloqueada e substituída por um sistema de bombeamento móvel. A medida tem caráter provisório e permanecerá em vigor enquanto durar o alerta hidrológico.

“No Guarujá, como não há sistema de proteção contra cheias, a drenagem depende da diferença de nível entre a rede e o Guaíba. Quando o rio sobe, existe o risco de a água retornar pelas tubulações e provocar alagamentos. Por isso, interrompemos temporariamente esse escoamento por gravidade e passamos a operar com uma bomba móvel, que garante a vazão da água da chuva no período de alerta”, explica o diretor de Proteção Contra Cheias e Drenagem Urbana do Dmae, Alex Zanoteli.

Histórico

Criado após a cheia de 1941, o sistema de proteção contra cheias de Porto Alegre abrange a área costeira entre os bairros Sarandi e Cristal. A ampliação dessa estrutura para a Região Sul é uma iniciativa iniciada pelo Dmae em outubro de 2024, com a contratação da empresa de consultoria Rhama Analysis para desenvolver os estudos técnicos.

Três alternativas são consideradas: a construção de um muro de proteção, a elevação da avenida Guaíba ou da Praça Zeno Simon. Em todos os cenários, as obras exigiriam o reassentamento de famílias, desapropriações e indenizações.

O próximo passo é concluir os estudos de viabilidade técnica e elaborar os orçamentos das alternativas apresentadas à população em reunião realizada em junho. As estimativas preliminares indicam investimentos superiores a R$ 300 milhões.

Proteção 

As intervenções realizadas desde 2024 reforçaram o sistema de proteção contra cheias de Porto Alegre em diferentes frentes.

Comportas: concluída a modernização das 14 passagens do sistema. Oito foram extintas e as seis remanescentes, localizadas no Muro da Mauá e na avenida Castelo Branco, estão em plenas condições de operação.

Casas de bombas: as 23 Ebaps (Estações de Bombeamento de Águas Pluviais) estão aptas a entrar em operação, com capacidade conjunta de 173 mil litros por segundo. Oito unidades também receberam obras para impedir o retorno da água dos rios pelas estruturas de controle.

Estruturas de contenção: foram concluídas a revisão do Muro da Mauá, a elevação do dique da Fiergs à cota de 5,8 metros, a reconstrução dos trechos 1 e 2 do dique do Sarandi e as melhorias nos condutos forçados Álvaro Chaves, Polônia, Miguel Couto e Areia.

Também estão em andamento as obras dos pôlderes 7 e 8, entre Sarandi e Anchieta, com mais de 50% de execução, a intervenção na malha ferroviária da avenida Ernesto Neugebauer e o reassentamento das famílias que residem no trecho 3 do dique do Sarandi.

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