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Reforçar a imunidade pode fazer a diferença para evitar o contágio do novo coronavírus ou na recuperação da doença

No período de descanso profundo que concentramos a produção de hormônios, eliminamos substâncias e toxinas que acumulamos ao longo do dia. (Foto: Reprodução)

No combate à Covid-19, além dos protocolos sanitários e do distanciamento social, reforçar a imunidade pode fazer a diferença para evitar o contágio ou na recuperação de quem contraiu o vírus.

“Das pessoas que pegaram Covid-19, 80% têm sintomas leves ou são assintomáticas. No nosso organismo, existem duas frentes de imunidade: a inata, que é a primeira frente de defesa, e a segunda linha, a imunidade adaptativa. A imunidade adaptativa é adquirida, ela depende de anticorpos para que, assim, possam destruir diretamente o vírus ou produzir substâncias para combatê-lo”, explicou ao portal G1 o médico alergista Flávio Raimundo Ferreira, que atua em Presidente Prudente (SP), principal cidade de uma região formada por 56 municípios, no oeste do Estado de São Paulo, que já registrou mais de 6.700 casos positivos do novo coronavírus e quase 200 mortes causadas pela doença, até esta sexta-feira (14).

“Se a pessoa está com a imunidade boa, ela pode destruir a doença tanto na primeira quanto na segunda linha de defesa, tendo assim mais chances de se recuperar”, complementou.

Para manter uma imunidade boa, é preciso equilibrar alguns pontos no cotidiano. Ter uma vida ativa pode ajudar a pessoa durante a pandemia. Assim, o médico destacou que quatro pilares são essenciais na hora de equalizar essa conta em favor do organismo.

“Para se ter uma imunidade boa, é preciso colocar em dia a alimentação, o sono, o estresse e a atividade física. Uma alimentação balanceada, rica em legumes e verduras, pode fazer com que o organismo tenha uma resposta mais adequada. Além disso, é preciso dormir bem. Cada pessoa possui um ritmo diferente, assim, o importante não é a quantidade de horas dormidas, mas, sim, o sono bem feito. A atividade física moderada vem para fechar esse ciclo, estimulando o corpo para o aumento imunológico”, pontuou o alergista ao portal G1.

Além de todos esses cuidados, o médico ressaltou que o distanciamento social e o uso da máscara são indispensáveis, além de fazer a higienização das mãos sempre que possível. Outro ponto citado é o equilíbrio do estresse. Assim, atividades simples podem ajudar na hora de relaxar um pouco.

“A vida é muito corrida. As pessoas têm muitas responsabilidades e muitas vezes não conseguem se desligar. Por isso, é importante fazer algumas atividades, como ler um bom livro, por exemplo, ou assistir a um filme com a família. Relaxar é preciso, principalmente agora nesse período de pandemia”, finalizou Ferreira ao portal G1.

Coletiva

Logo no início da pandemia de coronavírus (Sars-CoV-2), o termo “imunidade de rebanho” ganhou destaque. Esse fenômeno, também chamado de imunidade coletiva, surge quando muitas pessoas já estão imunes contra uma infecção e, com isso, dificultam a ampla transmissão de um vírus. Em resumo, é tanta gente com as defesas levantadas contra um agente infeccioso que ele não consegue encontrar os poucos hospedeiros ainda suscetíveis — e, com isso, sua circulação cai consideravelmente.

A imunidade coletiva pode ser atingida tanto com programas amplos de vacinação quanto por meio da infecção direta da população. No caso da Covid-19, modelos matemáticos iniciais sugeriam que esse patamar seria alcançado somente quando entre 60 e 70% dos indivíduos de uma comunidade tivesse desenvolvido anticorpos.

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