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Relembre a carreira do cantor Belchior, que morreu nesse fim de semana no Rio Grande do Sul

Em 1976, o disco "Alucinação" abriu portas para o artista. (Foto: Reprodução)

O cantor e compositor cearense Belchior, que morreu de causas naturais em Santa Cruz do Sul no último sábado, é um dos expoentes da geração de artistas nordestinos que conquistou espaço na música popular brasileira a partir da década de 1970, ao lado de colegas como e seu conterrâneo Raimundo Fagner, o pernambucano Alceu Valença e o paraibano Zé Ramalho.

Autor de clássicos como “Medo de Avião”, “Velha Roupa Colorida” e “Apenas Um Rapaz Latinoamericano”, ele fez sucesso com discos próprios e gravações de intérpretes como Elis Regina, que transformou “Como Nosso Pais”, de Belchior, em um verdadeiro hino da época.

Em 1976, Belchior gravou o elepê “Alucinação”, que o consolidaria no cenário musical do País. Embalado pela repercussão de sua música, ele trancou a matrícula no curso de medicina e venceu festivais.

A segunda metade dos anos 1970 ainda vivia a forte influência do trabalho dos baianos Caetano Veloso e Gilberto Gil. Nesse contexto, Belchiorq contribuiu diretamente para mostrar o seu Estado, o Ceará, como polo gerador de talentos na MPB, além dele e de Fagner, vieram de lá colegas como Ednardo, sem contar nomes consagrados de outras áreas da cultura, a exemplo dos humoristas Chico Anysio e Renato Aragão.

Nos últimos anos, ele permaneceu recluso e fora do palcos. Em 2009, ganhou as manchetes depois que a sua ex-mulher contratou um advogado para cobrar supostas dívidas. Belchior chegou a conceder entrevistas em Montevidéu (Uruguai) e em Porto Alegre, por onde havia passado.

Cultuado por antigos e novos fãs, o cearense recusou convites para voltar aos palcos. Além de ser tema do slogan “Volta, Belchior”, popularizado entre jovens de várias cidades brasileiras, no carnaval deste ano ele foi homenageado em blocos em São Paulo e em Fortaleza (CE).

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