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Renan Calheiros é alvo de seis inquéritos no Supremo Tribunal Federal

Essa é a primeira frente de investigação da Operação Lava-Jato que relaciona Calheiros a um possível recebimento de vantagem indevida também fora do País (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

O presidente do Senado Federal, Renan Calheiros (PMDB-AL), voltou a usar as pautas econômicas como biombo para se afastar do avanço de investigações que o envolvem diretamente. A tática foi colocada em prática no retorno do recesso parlamentar, na semana passada, quando ele anunciou ter eleito como prioridade de 2016 as propostas de desobrigar a Petrobras de ser a operadora única na exploração da camada do pré-sal e que dá independência para a escolha do presidente e dos diretores do Banco Central.

Coincidentemente, Calheiros foi acossado durante a pausa dos trabalhos legislativos por revelações da Operação Lava-Jato, da qual é alvo de seis inquéritos no Supremo Tribunal Federal, e mais recentemente com a possibilidade de virar réu na mesma Corte por peculato (desvio de dinheiro público), falsidade ideológica e uso de documento falso no escândalo de 2007, em que é acusado de ter recebido propina da Mendes Junior para pagar despesas pessoais em troca de emendas parlamentares para a empreiteira.

Um senador da base aliada que acompanha as movimentações do peemedebista afirmou que, ao se adiantar propondo a votação dessas duas matérias, Calheiros tenta fazer um aceno ao mercado financeiro e ao mesmo tempo assegurar a simpatia de partidos da oposição – que reconhecem a destreza dele em incluir as pautas dos adversários do Palácio do Planalto. (AE)

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