Ícone do site Jornal O Sul

Restaurantes dos Estados Unidos oferecem donut de graça para quem já se vacinou contra a coronavírus

O Brasil precisa vacinar 2 milhões por dia para controlar pandemia em até um ano. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Uma rede de restaurantes nos Estados Unidos resolveu premiar aqueles que já receberam a vacina contra a covid-19. Quem apresentar a carteira de vacinação preenchida vai ganhar um donut de graça.

A “promoção” vale até o final do ano. Isso porque a rede especializada na venda de rosquinhas quer incentivar que os americanos se vacinem, mas sabe que nem todos ainda têm acesso à imunização.

Até o momento, os EUA já aplicaram pelo menos 1 dose de vacina em mais de 100 milhões de pessoas, mas a maior parte das vacinas usadas no país requer 2 doses para a proteção.

Meta

Quando assumiu a presidência dos Estados Unidos, em 20 de janeiro deste ano, Joe Biden tinha uma meta ambiciosa: aplicar 100 milhões de doses de vacinas contra a covid-19 nos primeiros 100 dias de mandato.

Para isso, seria necessário vacinar 1 milhão de pessoas por dia até 30 de abril, mais que o dobro do ritmo de vacinação que ocorria até então (435 mil por dia).

Aplicando uma média de 2,5 milhões de doses por dia atualmente, a meta foi ultrapassada com 58 dias de mandato — ou seis semanas antes do previsto.

Agora, Biden já cogita dobrar o objetivo e falou em chegar às 200 milhões de doses em seu 100º dia de mandato.

“Podemos conseguir dobrar”, disse o presidente. Oficialmente, o democrata deve estabelecer um novo objetivo oficial na próxima semana.

Segundo a agência de notícias Associated Press, os EUA estão a caminho de ter vacinas suficientes para imunizar toda a sua população adulta daqui a 10 semanas.

O país iniciou sua campanha de vacinação no dia 14 de dezembro e aplicou 16,5 milhões de doses até a posse de Biden, em 20 de janeiro, o que dava uma média de 435 mil vacinas por dia.

O próprio Biden, que tem 78 anos, foi vacinado antes mesmo de assumir o cargo para incentivar a vacinação. O democrata tomou a primeira dose da vacina da Pfizer em 21 de dezembro e a segunda, em 11 de janeiro.

A postura era uma guinada completa em relação ao então presidente americano, Donald Trump, que pegou covid-19 em outubro e chegou a ser internado, se recusava a usar máscaras e promovia aglomerações.

O republicano, que chegou a minimizar o impacto que o coronavírus causaria no país, depois passou a culpar a China pela pandemia e rompeu até com a OMS (Organização Mundial da Saúde).

Ao contrário de Biden, Trump não divulgou quando ele e a então primeira-dama, Melania, receberam o imunizante, em janeiro, ainda na Casa Branca. A informação só foi confirmada em março, por um assessor.

Sair da versão mobile