Os seis restaurantes populares mantidos pela Secretaria Municipal de Assistência Social (Smas) em diferentes locais de Porto Alegre contabilizaram 241 mil almoços servidas no período de janeiro a setembro. São 1,2 mil refeições gratuitas a cada dia, contemplando indivíduos em situação de vulnerabilidade sócio-econômica.
Somente no terceiro trimestre (julho a setembro), a rede disponibilizou quase 85 mil pratos. As unidades estão localizadas nas regiões Centro, Cruzeiro, Lomba do Pinheiro, Restinga, Eixo Baltazar e Ilhas do Guaíba (bairro Arquipélago), todas com atendimento entre 11h e 14h ou enquanto houver ficha de entrada.
Para acessar o serviço exige-se inscrição prévia no Cadastro Único (CadÚnico). Na maioria da rede o atendimento é prestado de segunda a sexta-feira (11h-14h) – com exceção da unidade do Centro, que mantém portas abertas para o almoço de sábados e domingos (nos fins de semana, os dois dias somam mais de 500 refeições). Não há expediente em feridos.
Os restaurantes funcionam mediante parceria com organização da sociedade civil. “Trata-se de uma política essencial para garantir segurança alimentar a quem mais precisa. Manter esse atendimento em diferentes regiões da cidade, com regularidade e qualidade, é um algo prioritário na Smas”, destaca o titular da pasta, Matheus Xavier.
Endereços
– Restaurantre popular Centro: rua Garibaldi nº 461 – 520 refeições de segunda a sexta-feira, 264 aos sábados e 264 aos domingos.
– Restaurantre popular Cruzeiro: rua Dona Otília nº 210 – 110 refeições por dia, de segunda a sexta-feira.
– Restaurantre popular Lomba do Pinheiro: rua Cacimbas nº 159 – 110 refeições por dia, de segunda a sexta-feira.
– Restaurantre popular Restinga: estrada Barro Vermelho nº 51 – 130 refeições por dia, de segunda a sexta-feira.
– Restaurantre popular Baltazar: rua Caetano Fulginiti nº95 – 118 refeições por dia, de segunda a sexta-feira.
– Restaurantre popular Ilhas: rua Oscar Schmitt nº 67 (Ilha da Pintada) – 236 refeições por dia, de segunda a sexta-feira.
Histórico
A iniciativa começou com um modelo pioneiro e sua posterior reformulação estrutural, por meio do programa “Prato Alegre”. Na primeira fase era o Restaurante Popular tradicional (popularmente conhecido como “bandejão”), localizado no bairro Floresta, servindo refeições a um custo acessível (geralmente R$ 1) para cidadãos de baixa renda. Essa unidade funcionou de 2005 a 2013, com o encerramento do contrato com empresa terceirizada.
Houve novas reaberturas e parcerias em anos seguintes, como em 2016, em uma ação conjunta entre os governos municipal e estadual. Mas o modelo centralizado acabou passando por instabilidades e paralisações.
Em 2019, o “Prato Alegre” foi implementado com a proposta de descentralizar o atendimento e oferecer gratuidade total para pessoas em situação de rua ou extrema vulnerabilidade. Dessa nova diretriz surgiram gradualmente as unidades.
(Marcello Campos)
