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Retomadas as obras de proteção contra cheias em redes ligadas ao Arroio Dilúvio

Intervenções haviam sido interrompidas por causa da elevação do nível do arroio. (Foto: Luciano Lanes/PMPA)

O Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae) retomou as obras de proteção contra cheias nas redes de drenagem urbana ligadas ao Arroio Dilúvio. As intervenções, iniciadas em junho, haviam sido interrompidas temporariamente por causa da elevação do nível do arroio.

Atualmente, as equipes instalam uma comporta em uma galeria de 600 milímetros de diâmetro que deságua no Dilúvio, nas imediações da sede da Polícia Federal. O equipamento vai impedir que a água volte pela rede de drenagem durante cheias.

“Para evitar alagamentos nas áreas mais baixas, essa solução impede o retorno da água do Arroio Dilúvio pela rede de drenagem. Quando as comportas estiverem fechadas, o bombeamento garante que a água da chuva siga sendo retirada da região”, explica o diretor de Proteção Contra Cheias e Drenagem Urbana do Dmae, Alex Zanoteli.

Na prática, a obra adapta provisoriamente, para eventos climáticos extremos, as redes que estão abaixo da cota de inundação da região. Poços de visita de concreto darão acesso às tubulações e permitirão a instalação de bombas móveis sempre que necessário.

Outras cinco redes do bairro Azenha passarão por intervenções até o fim do ano. Solução semelhante já foi implantada pelo Dmae nas redes de drenagem do bairro Praia de Belas, onde válvulas do tipo flap, que funcionam como tampas automáticas, impedem o retorno da água do Dilúvio pelas tubulações durante cheias.

Paralelamente às intervenções em curso, o Dmae elabora os projetos para a conexão definitiva dessas redes às Estações de Bombeamento de Águas Pluviais (Ebaps) 12, 13, 14, 15 e 16. A previsão é de que as licitações para contratar as obras sejam abertas até o fim do primeiro trimestre de 2027. O investimento estimado é de até R$ 155 milhões.

Simulação com as comportas

O Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae) e a Autoridade Portuária dos Portos do Rio Grande do Sul (Portos RS) realizaram uma simulação do protocolo de fechamento das comportas de proteção contra cheias. O objetivo foi testar os procedimentos de resposta a estes eventos e a articulação entre os órgãos envolvidos. O exercício durou duas horas e não teve intercorrências. O fechamento foi feito somente nas passagens ativas do sistema.

Para dar mais agilidade à operação, duas equipes atuaram ao mesmo tempo: uma nas comportas 12 e 11, e outra nas comportas 6, 4, 2 e 1. Um relatório será elaborado com as observações das equipes envolvidas, para qualificar a operação.

“Simulações como esta fazem parte do trabalho preventivo. Ao testar o protocolo e ouvir as equipes, identificamos pontos de melhoria e reforçamos a preparação para uma eventual cheia”, afirma o diretor de Proteção Contra Cheias e Drenagem Urbana do Dmae, Alex Zanoteli.

Desde 2024, das 14 comportas existentes no sistema, oito foram substituídas por estruturas permanentes, quatro foram modernizadas e duas foram trocadas por novas estruturas. Mais de R$ 11 milhões foram investidos na requalificação das barreiras móveis de proteção.

Em Porto Alegre, o fechamento das comportas segue um protocolo técnico, baseado no nível do Guaíba e em prognósticos hidrológicos. A principal referência é a régua do Cais Mauá, onde a cota de alerta é de 2,5 metros e a de inundação, de 3 metros.

Quando o Guaíba chega a 2,8 metros no Cais Mauá, o Dmae mobiliza equipes e máquinas para uma eventual operação. O fechamento, porém, só ocorre se os prognósticos indicarem que o rio deve ultrapassar a cota de inundação. Nesse caso, ele começa quando a régua marca 2,9 metros. (Com informações da Prefeitura de Porto Alegre)

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