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Reunião virtual com o ministro da Economia é invadida com vídeo pornográfico

Como o ministro estava participando presencialmente, a apresentação dele não foi suspensa. (Foto: Washington Costa/ME)

Hackers invadiram nesta quinta-feira (27) uma sala virtual de transmissão do encontro Diálogos com a Indústria, realizado pela Coalizão Indústria, que conta com a AEB (Associação de Comércio Exterior do Brasil) e congrega 15 entidades, durante a participação do ministro da Economia, Paulo Guedes.

Por pouco mais de dois minutos houve várias invasões na sequência em inglês e em russo. Além dos áudios com vozes e músicas, que impediram a compreensão do que o ministro estava falando, os invasores exibiram vídeos pornográficos.

Como o ministro estava participando presencialmente, a apresentação dele não foi suspensa. Segundo os organizadores, o encontro ocorreu em um local de Brasília, respeitando o distanciamento social e os protocolos sanitários. A transmissão foi por meio da plataforma de reuniões online Zoom.

Este tipo de invasão é chamado de Zoombombing ou Invasão Zoom, que numa videoconferência ocorre para a transmissão de material obsceno ou discriminatório. O encontro foi aberto pelo presidente executivo do Instituto Aço Brasil, Marco Polo e Melo Lopes.

Em nota, a Coalizão Indústria confirmou a invasão durante a transmissão para a imprensa do evento. “Houve, por alguns minutos, a interferência de terceiros que usavam nomes de jornalistas credenciados, com áudios e imagens externos. Os perfis foram excluídos rapidamente”, explicou.

A Coalizão acrescentou que, na transmissão para o público, não houve interferências e ocorreu normalmente. No entanto, durante a invasão o áudio do ministro ficou comprometido e sem possibilidade de ser compreendido.

“A Coalizão Indústria informa ainda que vai apurar os fatos e pede desculpas aos repórteres presentes na transmissão pelo inconveniente”, concluiu a nota.

Auxílio emergencial

No encontro virtual, Paulo Guedes disse que o governo pode prorrogar o auxílio emergencial, caso a pandemia da covid-19 se agrave no país e o programa de imunização não atinja níveis suficientes para a maior parte da população. Pelo prazo atual, o benefício será pago até julho.

Segundo o ministro, já existe uma proposta de emenda à Constituição (PEC) aprovada no ano passado, que permite o aumento de gastos para cobrir as necessidades de combate e reflexos da pandemia e, por meio dela, é possível estender o pagamento, como foi feito para este ano.

“Se Deus quiser, teremos dias melhores à frente e vamos celebrar também o fim dessa doença, mas o auxílio emergencial é uma arma que nós temos e pode, sim, ser renovado. Se, ao contrário do que esperamos, se a doença continuar fustigando, e as mortes continuam elevadas, a vacina, por alguma razão não está chegando, tem que renovar, vamos ter que renovar”, afirmou Guedes. As informações são da Agência Brasil.

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