Os presidentes do Brasil e do Paraguai, Jair Bolsonaro e Mario Abdo Benítez, respectivamente, reafirmaram nesta terça-feira (12) o seu “firme” apoio ao líder opositor Juan Guaidó no “processo de transição para a democracia” na Venezuela.
Os dois presidentes, cujos governos integram a lista de mais de 50 nações que reconhecem a presidência interina de Guaidó, também analisaram em Brasília a renegociação do acordo envolvendo a hidrelétrica binacional de Itaipu e o combate ao tráfico de drogas.
“Não é o momento de ser indiferente” com a Venezuela, declarou Abdo em uma breve entrevista coletiva. “Estamos unidos na defesa da democracia. Hoje é a Venezuela, mas amanhã poderá ser qualquer outro país. Que Deus salve a Venezuela”, declarou o chefe de Estado.
Em uma declaração conjunta, os governo de Brasil e Paraguai reiteraram “seu firme compromisso de seguir apoiando o povo venezuelano e o governo do presidente Juan Guaidó no processo de transição rumo ao restabelecimento da democracia na Venezuela”.
Bolsonaro e Abdo receberam Guaidó há duas semanas. O presidente do Legislativo venezuelano se autoproclamou presidente interino do seu país em 23 de janeiro deste ano. A hiperinflação e a escassez de alimentos e medicamentos se agravaram nos últimos dias em razão de um gigantesco apagão, que ainda afeta boa parte da Venezuela.
Estados Unidos
O governo dos Estados Unidos anunciou a retirada de todos os diplomatas e funcionários da embaixada norte-americana na Venezuela. Nas redes sociais, o secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, afirmou que a decisão foi tomada pela “deterioração” da situação no país vizinho.
“Os EUA irão retirar o restante pessoal da embaixada esta semana. Esta decisão reflete a deterioração da situação na Venezuela, bem como a conclusão de que a presença de funcionários [dos EUA] tornou-se um constrangimento para a política dos Estados Unidos”, disse Pompeo no Twitter.
Em comunicado do Departamento de Gabinete do Tesouro de Controle de Ativos Estrangeiros, o governo norte-americano anunciou sanções a um banco com sede na Rússia por manter negócios com o presidente “ilegítimo” da Venezuela, Nicolás Maduro.
O Evrofinance Mosnarbank (VTB Bank), banco de propriedade russa e venezuelana, é a primeira instituição financeira estrangeira punida por seus vínculos com a Venezuela. No caso, o banco mantinha negócios com a estatal Petróleos de Venezuela (PDVSA). Pela decisão, serão congelados ativos e proibidas transações com indivíduos ou entidades dentro dos Estados Unidos ou em trânsito no país.
