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Rio Grande do Sul entra em nível de alto risco para doenças respiratórias

(Foto: Reprodução)

De acordo com o novo Boletim InfoGripe da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), divulgado na última quinta-feira (28), o número de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) continua aumentando no País, em todas as faixas etárias. O Rio Grande do Sul é um dos Estados que entrou em nível de alto risco para a incidência de novos registros.

O Estado gaúcho já registrou 4.973 hospitalizações por SRAG neste ano, com 327 mortes.

Com o encerramento oficial da campanha nacional de vacinação contra a gripe previsto para este sábado (30), a Secretaria Estadual da Saúde do RS (SES-RS) reforça a necessidade de reserva de estoques estratégicos para a manutenção e intensificação das ações de vacinação dos grupos mais vulneráveis como as crianças, as gestantes e os idosos, facilitando o acesso desse grupo prioritário à imunização. Tal medida é fundamental para aumentar as coberturas vacinais, reduzir hospitalizações e óbitos e minimizar o impacto da influenza sobre os serviços de saúde.

Até o momento, o Rio Grande do Sul já recebeu cerca de 3,87 milhões de doses da vacina contra a gripe, de um total de pouco mais de 5,2 milhões que devem ser enviadas pelo governo federal. Desse total, aproximadamente 2,15 milhões de doses já foram aplicadas nos públicos inicialmente elegíveis, como trabalhadores da saúde, pessoas com doenças crônicas, professores, entre outros.

Entre os grupos prioritários das crianças, idosos e gestantes, cerca de 1,35 milhão de pessoas foram vacinadas, o que representa uma cobertura de 43,2%. A estimativa é que esse público some pouco mais de 3,1 milhões de pessoas no Estado, restando ainda cerca de 1,77 milhão a serem imunizados.

Cobertura de vacinação dos grupos prioritários no RS

– Crianças: 32,61% (196.866 doses aplicadas para um total de 662.692);

– Gestantes: 50,35% (doses aplicadas 39.311 para um total de 84.055);

– Idosos: 61,70% (1.114.623 doses aplicadas para um total de 2.380.658);

– Total: 43,19% (1.350.800 doses aplicadas para um total de 3.127.405).

A alta de SRAG, segundo a Fiocruz, está associada ao crescimento do número de hospitalizações por vírus sincicial respiratório (VSR) e influenza A. O rinovírus também tem contribuído para o aumento de SRAG, principalmente entre crianças e adolescentes, em alguns estados do Nordeste (Alagoas, Paraíba e Sergipe) e do Sudeste (Minas Gerais e Rio de Janeiro), além de Amazonas e Santa Catarina. Os casos de SRAG por Covid-19 segue em baixa na maior parte do país, mas mostram sinais de início ou manutenção do crescimento no Ceará, Maranhão e Pará. A análise é referente à Semana Epidemiológica 20, período de 17 a 23 de maio.

Os dados de resultados laboratoriais por faixa etária sinalizam que o aumento do número de casos de SRAG em crianças de até 4 anos tem sido impulsionado principalmente pelo VSR. O aumento de SRAG nas crianças e adolescentes de 5 a 14 anos está associado principalmente ao rinovírus e, nos jovens, adultos e idosos, à influenza A.

A pesquisadora Tatiana Portella, do Programa de Computação Científica da Fiocruz, alerta que, diante deste período de alta circulação de diversos vírus respiratórios, é essencial que as pessoas elegíveis se vacinem contra a influenza e o VSR. Portella alerta que as vacinas contra esses vírus reduzem as chances de desenvolvimento das formas graves da doença e de óbito.

“A vacina contra o VSR é destinada às gestantes a partir da 28ª semana de gestação e protege o bebê durante os primeiros seis meses de vida. Já a vacina contra a influenza tem como público-alvo idosos, crianças, pessoas com comorbidades, gestantes, puérperas, entre outros grupos de risco”, avisa.

De acordo com a atualização, 15 das 27 capitais brasileiras apresentam nível de atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco (últimas duas semanas), com sinal de crescimento na tendência de longo prazo (últimas seis semanas) até a Semana Epidemiológica 20: Aracaju (SE), Belém (PA), Belo Horizonte (MG), Boa Vista (RR), Curitiba (PR), Florianópolis (SC), Goiânia (GO), Macapá (AP), Palmas (TO), Porto Alegre (RS), Rio Branco (AC), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA), São Luís (MA) e Teresina (PI).

Porto Alegre

Em Porto Alegre, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) anunciou que vai ampliar, a partir de segunda-feira (1º), a vacinação contra a gripe para toda a população com mais de seis meses de idade. A medida segue orientação da Secretaria Estadual da Saúde e tem como objetivo ampliar a proteção contra a influenza, especialmente neste período de maior circulação de vírus respiratórios.

A vacina estará disponível em todas as unidades de saúde com sala de vacinação, conforme disponibilidade de doses. Apesar da ampliação da oferta, a SMS reforça a importância de que os grupos prioritários da campanha continuem buscando a imunização, principalmente crianças de seis meses a menores de seis anos, gestantes e idosos, que ainda apresentam coberturas vacinais abaixo da meta.

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