A taxa de desocupação no Rio Grande do Sul entre abril e junho foi de 4,2%, com leve alta de 0,2 ponto percentual em relação ao trimestre anterior, divulgou nessa sexta-feira (14) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua. O termo se aplica aos desempregados que buscaram recolocação no mercado de trabalho durante os últimos 30 dias.
A taxa vem se mantendo relativamente estável desde o 2º trimestre de 2025, quando chegou ao menor patamar dos últimos 14 anos. A população desocupada foi estimada em 256 mil pessoas, também estável tanto em relação ao 1º trimestre deste ano em relação ao mesmo intervalo no ano passado.
Em Porto Alegre, 5,1% da força de trabalho estava desocupadas, índice que ficou em 5,3% se levados em consideração os demais municípios da Região Metropolitana Ambas ficaram estáveis tanto na comparação trimestral quanto no paralelo com igual intervalo em 2025.
Com relação ao rendimento médio do trabalho, o valor constatado em âmbito estadual foi de R$ 4.169, mais de 5% acima do estimado no segundo trimestre do ano passado. Na capital gaúcha esse valor ficou em R$ 6.660, com alta de 14,2% no ano, enquanto na Região Metropolitana a média de R$ 4.719 representa elevação de 9,4% sobre o segundo trimestre de 2025.
Destaca-se também a taxa composta de subutilização da força de trabalho no Rio Grande do Sul, que chegou a 8,3%, a menor taxa para o período de janeiro a março desde que essa estatística passou a ser divulgada pelo IBGE, em 2012. Em relação ao ano anterior, houve queda de 1,1 ponto percentual.
Brasil
Em âmbito nacional, a taxa média de desocupação no segundo trimestre foi de 5,4%, índice 0,7 ponto percentual abaixo da registrada de janeiro a março (6,1%). A comparação com os primeiros três meses do ano passado, por sua vez, aponta retração de 0,4 ponto percentual (o resultado naquele intervalo foi de 5,8%).
O recorte de abril a junho e revelou, ainda, queda na desocupação em 13 das 27 unidades federativas. Nas demais houve estabilidade no indicador.
Em relação ao trimestre imediatamente anterior, a taxa diminuiu em 13 unidades da federação: Santa Catarina (-0,6 ponto percentual), Maranhão (-0,9 p.p.), Espírito Santo (-0,9 p.p.), Mato Grosso (-0,9 p.p.), Goiás (-1 p.p.), Rondônia (-1 p.p.), Mato Grosso do Sul (-1,1 p.p.), Minas Gerais (-1,2 p.p.), Alagoas (-1,3 p.p), Tocantins (-1,5 p.p.), Acre (-1,6 p.p.), Paraíba (-1,6 p.p.) e Rio Grande do Norte (-1,9 p.p.).
As maiores taxas foram verificadas nos Estados do Amapá (9,8%), Bahia (9,1%), Pernambuco (8,3%), Piauí (8,3%) e Sergipe (7,9%); as menores foram em Santa Catarina (2,1%), Mato Grosso (2,2%), Espírito Santo (2,3%), Rondônia (2,6%) e Mato Grosso do Sul (2,7%). (Marcello Campos)
