Nos sete primeiros dias de vacinação de abril, em comparação ao mesmo período de março, o ritmo de aplicações de imunizantes contra Covid-19 dobrou no Brasil. As informações são do portal Our World in Data, ligado à Universidade de Oxford.
A semana contabilizou 3,9 milhões de agulhadas, aproximadamente. Em março, esse número ficou em 1,7 milhão ao longo dos sete primeiros dias, considerando as médias móveis. Trata-se de uma taxa importante, mas que precisa quase dobrar para que atinja a meta de 1 milhão de doses por dia, conforme projetou o novo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga. Até agora, 22.082.143 milhões de doses foram aplicadas em primeira etapa e 6.324.637 milhões em segunda etapa.
O que está embarreirando o avanço da vacinação é justamente a falta de vacinas. Neste mês de abril em que foi anunciada a entrega de 8,4 milhões de doses dos imunizantes Covaxin e Sputnik – ambos sem aval da Anvisa – deveremos contar somente com Fiocruz (vacina de Oxford) e Butantan (CoronaVac) com segurança.
A Fiocruz anunciou que garantiu matéria-prima suficiente para liberar por volta de 18,4 milhões de doses neste mês e outras 21,5 milhões em maio. Já o Instituto Butantan, responsável pela vacina CoronaVac, deve concluir a cota de 46 milhões de doses já entregues neste mês de abril. Para tanto, faltam 8 milhões de doses. A partir de então, será iniciado as entregas de 54 milhões de doses até agosto.
Vacinação não vai parar
O ministro da saúde, Marcelo Queiroga, afirmou que “não há possibilidade de paralisar a vacinação no Brasil” por falta de insumos. Queiroga reconheceu que há atraso na entrega do IFA (insumo farmacêutico ativo), principal matéria-prima da vacina, mas disse que tanto o Instituto Butantan quanto a Fundação Oswaldo Cruz vão continuar produzindo vacinas.
“A Meta de vacinar um milhão de pessoas por dia está mantida”, afirmou o ministro. Queiroga disse ainda que o governo está dialogando com outros países para garantir a chegada de vacinas e de insumos e, com isso, acelerar a vacinação no país. “O chanceler Carlos Alberto Franco França está em contato com China, Índia, Rússia e EUA.”
Queiroga afirmou ter conversado com o embaixador da China no Brasil para tratar sobre o atraso nos insumos. “Tivemos com o embaixador Yang Wanming, e ele tem sido muito sensível a essa questão. Vamos continuar dialogando para buscar superação dessa questão do IFA.”
