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Robinho é o único dos seis acusados de estupro coletivo na Itália que foi preso; entenda o que aconteceu com os amigos dele

Condenado pela justiça do país europeu, ele cumpre a pena de nove anos na Penitenciária 2 de Tremembé (SP). (Foto: Reprodução)

Robson de Souza, o Robinho, é o único preso entre os seis homens acusados de estuprar uma mulher albanesa na Itália, em 2013. Condenado pela justiça do país europeu, ele cumpre a pena de nove anos na Penitenciária 2 de Tremembé (SP). Veja abaixo quem são os demais envolvidos.

Robinho, de 40 anos, foi detido pela Polícia Federal na cobertura onde morava em Santos, no litoral de São Paulo. A sentença foi dada pela justiça italiana em 2022. A prisão aconteceu após o Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidir que ele deveria cumprir a pena por estupro coletivo em solo brasileiro.

Segundo informações do portal de notícias G1, na denúncia, a mulher albanesa citou Robinho e mais cinco homens, são eles: Ricardo Falco, Rudney Gomes, Clayton Santos, Alexsandro da Silva e Fabio Galan.

No processo de Robinho, a justiça italiana considerou que, depois de terem “assistido ao que estava acontecendo” entre o ex-jogador e a mulher, os homens “abusaram analogamente [igualmente] da pessoa lesada, obrigada a relações orais e vaginais para com eles”.

Segundo condenado

Além de Robinho, a justiça italiana também condenou Ricardo Falco, amigo do ex-jogador, a nove anos de prisão pelo crime. As condenações dos dois foram determinadas em terceira e última instância, ou seja, sem nova possibilidade de recurso.

Ao contrário de Robinho, porém, a justiça brasileira ainda não determinou se Falco deve cumprir a pena no Brasil. Não há informações sobre uma data para este julgamento.

– E os outros quatro? Rudney Gomes, Clayton Santos, Alexsandro da Silva e Fabio Galan, os demais citados na denúncia, porém, não foram condenados pela justiça italiana. Segundo o documento, eles não foram localizados.

O G1 também apurou junto a um advogado que, em situações em que os acusados não são localizados pela Justiça, os processos são “suspensos”, sendo retomados quando os mesmos são notificados e, então, têm a possibilidade de se defender.

Robinho na prisão

O ex-jogador ficou 10 dias sozinho em uma cela de 8m² para adaptação e realização de avaliações necessárias pela equipe da penitenciária. Depois deste período, ou seja, desde o último dia 31 de março, ele passou a dividir com outro detendo uma cela comum de 2×4 metros de dimensão.

Agora, de acordo com Secretaria da Administração Penitenciária (SAP), o ex-jogador poderá participar de partidas de futebol, além de oficinas de teatro, aulas de inglês, ações religiosas, ensaios musicais e sessões de filmes seguidas de comentários.

O advogado José Eduardo Alckmin afirmou ao G1 que Robinho está bem e vivendo a rotina do presídio. Ele não teve contato com o ex-atleta desde a prisão. As informações sobre a situação na penitenciária são passadas pela esposa do ex-jogador à defesa.

“Claro que ele preferia estar solto e vivendo a vida dele. Mas, dentro do possível, ele está bem”, afirmou o advogado.

Trabalho e família

Com o fim do período de isolamento, o ex-jogador poderá trabalhar dentro da penitenciária, conforme critérios – não especificados pela SAP – do Centro de Trabalho e Educação da unidade, além de receber visitas da família.

Em nota, a SAP explicou à equipe de reportagem que Robinho será chamado para indicar de quais familiares quer receber visitas. Em seguida, as pessoas escolhidas poderão encaminhar a documentação necessária para confecção da carteirinha de visitante.

Com a documentação de acordo com as exigências do Regime Interno Padrão da SAP, o ex-jogador poderá receber os familiares na penitenciária aos finais de semana.

Crime

O crime de violência sexual coletiva ocorreu em 2013, quando Robinho era um dos principais jogadores do Milan, clube de Milão, na Itália. Nove anos após o caso, em 19 de janeiro de 2022, a justiça daquele país o condenou em última instância a cumprir a pena estabelecida.

Robinho foi condenado após ter estuprado junto com outros cinco homens uma mulher albanesa em uma boate em Milão. A vítima, inclusive, estava inconsciente devido ao grande consumo de álcool. Os condenados alegam que a relação foi consensual. As informações são do portal de notícias G1.

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