O ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado (PSD), disse ontem, em Porto Alegre, que “o Lula quer o tarifaço, ele quer a briga com o Trump de toda maneira. É isso que ele está motivando desde que entrou na Presidência, essa provocação diária para poder querer achar que agora vai dar uma de patriota”. Na sua terceira passagem pelo Rio Grande do Sul – ele esteve em Passo Fundo e Santo Ângelo –, Caiado chegou a Porto Alegre e afirmou que “eu tenho muito a mostrar e não tenho nada a esconder. Eu não sou oportunista e, em 40 anos de vida pública, nunca estive envolvido em negociata”. E avaliou que está ocorrendo uma fragmentação na base de apoio de Flávio Bolsonaro (PL), “porque todos estes escândalos que vieram não tiveram uma resposta à altura”. Caiado identifica um interesse da esquerda para que Flávio Bolsonaro seja preservado na campanha “porque ele é exatamente aquilo que o Lula deseja ter como adversário, ele sabe da fragilidade do Flávio”.
Segundo Ronaldo Caiado, “se ele – Flávio – está perdendo espaço na pesquisa, isso não é por críticas de A ou de B, isso é decorrência de problemas de ordem pessoal que estão cada vez mais diluindo a credibilidade dele perante a sociedade. Essa é a grande realidade”.
Caiado encontra o conterrâneo Sebastião Melo
No roteiro que realizou no Rio Grande do Sul, Ronaldo Caiado esteve acompanhado pelo vice-governador Gabriel Souza (MDB), pré-candidato ao Piratini; por Ernani Polo (PSD), pré-candidato a vice; além dos pré-candidatos ao Senado Germano Rigotto (MDB) e Frederico Antunes (PSD). Em Porto Alegre, Caiado foi recebido pelo conterrâneo, o prefeito Sebastião Melo, que é natural de Goiás, tendo participado de um almoço no Mercado Público com os pré-candidatos da chapa majoritária.
Governo Lula prometeu 1.800 Unidades Básicas de Saúde do Novo PAC. Adivinhe quantas foram entregues?
Um relatório oficial de monitoramento do Plano Plurianual (PPA) mostrou que o governo federal havia concluído apenas 7 das cerca de 1.800 Unidades Básicas de Saúde (UBS) previstas na primeira etapa do Novo PAC. O documento aponta que a maior parte dos empreendimentos ainda se encontrava em fases iniciais, como elaboração de projetos, licitação ou início das obras. O governo culpa estados e municípios. Em 2025, o governo federal também anunciou uma nova seleção do Novo PAC destinada à construção de mais unidades de saúde, com investimentos adicionais para ampliar a rede de atendimento no país.
Cálculo da renegociação da dívida com a União tem divergência de R$ 1 bilhão
O senador Hamilton Mourão (Republicanos) poderá propor um projeto que considere válido o cálculo apresentado pelo Rio Grande do Sul na renegociação da dívida com a União. Essa divergência de cálculo representa R$ 1 bilhão a mais por ano ao Estado. A proposta legislativa seria a alternativa, caso não prosperem as negociações com o Ministério da Fazenda. O governo gaúcho precisa concluir essa negociação até maio de 2027, prazo final para adesão ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag).
Palmas para cotas de trabalho para presidiários. Mas, e as cotas para as vítimas?
O governador do estado do Piauí, Rafael Fonteles (PT), sancionou lei que obriga empresas que tenham contratos com o setor público a destinarem uma cota de 5% de suas vagas para ex-presidiários. Ou seja: o sujeito requer uma certidão na Vara de Execuções onde conste que cometeu crime e cumpriu pena; de posse desse documento, habilita-se à vaga de emprego. Na verdade, o decreto do governador do Piauí foi inspirado em lei federal criada pelo ex-presidente Michel Temer, que instituiu a chamada Política Nacional de Trabalho no Âmbito do Sistema Prisional (PNAT). O único detalhe em toda essa vontade de ajudar os ex-presidiários é que a lei esqueceu de criar cotas também para os familiares vítimas desses criminosos.
Deputada Júlia Zanatta diz que PL da Misoginia busca blindar gastos de Janja
Crítica do texto do PL da Misoginia, que a esquerda tenta aprovar a todo custo na Câmara, a deputada federal Júlia Zanatta (PL-SC) publicou um vídeo em suas redes sociais denunciando uma segunda intenção da primeira-dama Janja Lula da Silva (PT) e a real articulação em torno do projeto. Júlia Zanatta reagiu às recentes declarações de Janja, que classificou como “misoginia pura” as críticas que recebe sobre seus gastos em viagens internacionais.
Para a deputada catarinense, isso deixa claro que a articulação do governo para aprovar o chamado PL da Misoginia “não visa proteger as mulheres, mas sim blindar a primeira-dama de cobranças e fiscalizações públicas”.
Agora, Bolsonaro pede autorização para visita do presidente Milei na prisão domiciliar
O presidente da Argentina, Jorge Milei, está organizando uma visita a Brasília no próximo dia 25, acompanhado de uma comitiva oficial. Pretende incluir na agenda uma visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Ontem, por meio de seus advogados, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) solicitou autorização para receber o presidente da Argentina, Javier Milei, e a comitiva governamental no próximo dia 25, às 16 horas, em sua casa, em Brasília, local onde cumpre prisão domiciliar.
A defesa do ex-presidente argumenta que a suspensão de visitas gerais, estabelecida por Moraes, baseou-se nas condições clínicas do político. Ontem, Alexandre de Moraes manteve a prisão domiciliar de Bolsonaro, mas suspendeu visitas sociais por 30 dias. Agora, o ex-presidente só poderá receber médicos, fisioterapeutas e advogados.
Lula recebeu 572 visitas na prisão
O pré-candidato do PL ao governo do estado, senador Sergio Moro, reitera a crítica à decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), proibindo por 90 dias as visitas do senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro ao seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Moro fez uma publicação na plataforma X, lembrando que o presidente Lula recebeu 572 visitas durante o período em que esteve preso em Curitiba, em 2018. Segundo Moro, a restrição imposta a Bolsonaro carece de “proporcionalidade e legalidade”. Moro lembrou que, após as visitas, era comum que os visitantes concedessem entrevistas falando sobre o conteúdo das conversas com o ex-presidente preso.
“Nunca cogitei cercear o direito de visita ou de correspondência de Lula”, escreveu Moro.
* Flavio Pereira (Instagram: @flaviorrpereira)
