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Ruralistas cedem para liberar venda de terras no Brasil a estrangeiros

Ministra Kátia Abreu ouviu da presidenta Dilma que a governante só autotizará a venda de terras se constar a definição dos limites das propriedades. Foto: Andre Borges/Folha Imagem

Diante da resistência crescente dentro do governo com o tema, a decisão do Congresso de liberar a compra de terras a empresas com maioria de capital estrangeiro, sobretudo multinacionais, está cada vez mais distante de um desfecho e deverá ficar apenas para o próximo ano.

A presidenta Dilma Rousseff avisou à ministra da Agricultura, Kátia Abreu, que só sancionará uma lei autorizando as compras de terras se o texto estipular limites para o tamanho das propriedades que serão alvo de companhias internacionais. Caso contrário, não terá outra saída senão vetar.

Grandes empresários dos setores de papel e celulose, açúcar e etanol, grãos e algodão manifestaram interesse em adquirir terras no Brasil, porém alegaram ser barrados pela legislação brasileira que hoje inibe o investimento. Eles não concordaram com as travas na lei, de 1971, que rege o negócio.

A bancada ruralista aceitou então fazer alterações no projeto de lei 4059-2012, que se encontra em regime de urgência e sobre a mesa do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), à espera de votação. É é a terceira vez em 2015 que os ruralistas tentam avançar no assunto. (AG)

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