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Rússia organiza eleições em territórios ocupados da Ucrânia

(Foto: Reprodução)

Desde que a Rússia tomou territórios da Ucrânia, instalou nas áreas dominadas autoridades regionais ligadas ao governo russo. Nessa quinta-feira (31), essas autoridades começaram eleições regionais para escolher líderes do governo de ocupação dos “novos territórios”. As novas autoridades devem assumir no dia 10 de setembro.

As áreas são: Donetsk; Luhansk; Zaporizhizhia; e Kherson. Além dessas quatro, a Rússia também controla a Crimeia, que o país invadiu em 2014.

Somadas, essas regiões representam cerca de um quinto do território ucraniano. As autoridades da Ucrânia dizem que as eleições são ilegais e que o fato de haver votação é uma evidência de que não é possível haver negociação de paz.

Até agora, o governo russo havia escolhido quem eram os governadores das áreas que ocupou – eram políticos pró-Rússia e outros líderes locais. Todos esses chefes temporários vão concorrer nas eleições.

A Rússia anunciou a anexação de várias regiões ucranianas em setembro de 2022, apesar das críticas das potências ocidentais, após uma votação de “referendos”, que não foram reconhecidos pela comunidade internacional.

Quase um ano depois, a Rússia controla parcialmente estas regiões, onde os combates são intensos.

A Ucrânia iniciou uma ampla contraofensiva em uma frente de batalha que se estende por quase 1.000 quilômetros e espera concretizar um grande avanço no sul, em Zaporizhzhia.

Em várias regiões da Rússia, a população comparecerá às urnas em 10 de setembro para escolher governadores, parlamentares regionais e representantes municipais.

As eleições não terão candidatos da oposição, pois as vozes críticas ao governo foram silenciadas desde o início da ofensiva na Ucrânia.

Os opositores mais famosos do presidente Vladimir Putin estão presos ou no exílio.

Ataque a drone

Em outra frente, a Ucrânia está por trás do ataque a drone que atingiu o aeroporto russo de Pskov, perto da fronteira com a Estônia, que destruiu aviões de transporte militar e foi classificado como o mais significativo ao território inimigo desde o começo da guerra, realizado na quarta-feira. A informação foi confirmada por uma autoridade ucraniana, ouvida pela BBC.

O ataque ao aeroporto, que serve de base para uma famosa divisão de paraquedistas russos que estariam envolvidos no massacre a civis na cidade ucraniana de Bucha, destruiu aviões de transporte militar Il-76. Ao menos quatro deles foram atingidos pelas chamas, e dois ficaram completamente destruídos.

Inicialmente, a Ucrânia não reivindicou o ataque a drone em Pskov (ou nenhuma das outras cinco tentativas que chegar ao território russo, em Bryansk, Oryol, Kaluga, Ryazan e no distrito de Ruza, nos arredores da região de Moscou). No entanto, uma autoridade do Ministério da Defesa ucraniano confirmou nessa quinta-feira que ao menos a ação no aeroporto foi de autoria das forças de inteligência de Kiev.

Ainda nessa quinta, o presidente Volodymyr Zelensky afirmou que uma arma ucraniana atingiu um alvo a 700 Km de distância, mas não mencionou o tipo de armamento utilizado ou o alvo em questão. A ofensiva descrita pelo presidente, porém, corresponde ao ataque ao aeroporto. As informações são do portal de notícias G1 e do jornal O Globo.

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