Os países da União Europeia (UE) concordaram em flexibilizar as restrições de viagens durante o verão no Hemisfério Norte, o que permitirá que turistas totalmente vacinados evitem testes ou quarentenas, e ampliará a lista de regiões do bloco onde é seguro viajar.
Embaixadores dos 27 estados-membros da UE aprovaram uma proposta modificada da Comissão Europeia de que as pessoas que foram totalmente vacinadas durante 14 dias possam viajar livremente de um país do bloco para outro. Pouco mais de um quarto dos adultos da União Europeia estão agora totalmente vacinados.
As restrições para outros viajantes devem se basear no grau de controle sobre as taxas de infecções por covid-19 de cada país.
As diretrizes revisadas surgem no momento em que a entidade introduz os certificados de viagem,que indicam se uma pessoa está vacinada contra a covid-19, tem imunidade porque foi previamente infectada ou teve um teste negativo recente. O sistema está programado para ficar pronto em 1º de julho, embora alguns países, como a Grécia, lancem os certificados antes.
À medida que o ritmo das vacinações acelera, o bloco vai afrouxar a codificação de cores dos “semáforos” para representar a segurança relativa de várias regiões da UE. As regiões “verdes” agora devem ter menos de 25 casos por 100 mil pessoas em 14 dias, com menos de 4% de testes positivos. Isso aumentará para 50 ou 75 se a taxa de positividade for inferior a 1%.
Os limites para o próximo nível, o “laranja”, também aumentarão. Para viajar de uma zona verde, não deve haver restrições. Para os viajantes das zonas “laranja”, um teste pode ser exigido. Se a zona de origem for “vermelha”, possivelmente o viajante precisará fazer quarentena ao chegar no destino. E viagens não essenciais são desencorajadas para quem vive em países classificados como “vermelho escuro”.
Crianças com 12 anos ou mais podiam ser testadas, mas só entrariam em quarentena acompanhada por um adulto responsável.
Os estados membros da UE também poderão apertar um “freio de emergência” para barrar todos os viajantes de uma região que mostre um aumento nas variantes mais infecciosas da doença.
O sistema foi projetado para ser aplicado também a países de fora da União Europeia, mas que fazem parte da zona de fronteira aberta de Schengen: Islândia, Liechtenstein, Noruega e Suíça. Mas não ao Reino Unido, ex-membro do bloco econômico europeu. Os britânicos também excluídos, a princípio, da lista de oito países de fora da União Europeia considerados “verdes”, por conta da incidência generalizada da variante Delta do novo coronavírus.
A União Europeia indicou ainda que visitantes de outros países poderão entrar desde que provem que estão vacinados. Mas a política de fronteiras como um todo é uma questão de cada membro do bloco, que poderão definir definir suas próprias regras. Como o caso da Espanha, que já recebe estrangeiros totalmente vacinados, menos do Brasil e da África do Sul.
