Apesar das novas medidas anunciadas pelo governo federal para tentar encerrar a greve dos caminhoneiros, os protestos continuam nesta segunda-feira (28) em diversos Estados, entre eles o Rio Grande o Sul. Veja o que dizem as entidades que representam a categoria após o anúncio do Executivo, ocorrido na noite de domingo (27):
Abcam
A Abcam (Associação Brasileira dos Caminhoneiros) informou que “ainda não houve tempo hábil para que todos os caminhoneiros tomassem conhecimento da decisão tomada. A entidade vem trabalhando para que a informação do acordo chegue em toda a categoria. Vale lembrar ainda que mesmo que a entidade se manifeste pelo fim das paralisações, nem todos os manifestantes seguem o mesmo entendimento.”
Unicam
O presidente da Unicam (União Nacional dos Caminhoneiros), José Araújo Silva, o China, disse que muitos caminhoneiros não sabem o que está acontecendo em relação ao acordo. “Continuam parados por falta de comunicação. Mas agora não tem como prosseguir a greve. Vão prorrogar o aumento para 60 dias, o que já é uma grande vantagem. Agora precisa bater com o governo outras metas”, afirmou China, sem citar outras reivindicações. “O ponto principal era o aumento do óleo diesel. Agora o governo já fez o pronunciamento e cabe às entidades fazerem a comunicação. Não tem como continuar”, disse o dirigente.
Movimento de Transportadores de Grãos de Mato Grosso
Gilson Baitaca, representante do Movimento dos Transportadores de Grãos de Mato Grosso, que viajou a Brasília e participou das negociações, disse que a categoria foi muito bem atendida e começa a deixar os bloqueios nas rodovias de MT.
Sindicato dos Transportadores de Cargas Autônomos de Goiás
A entidade disse que o movimento vai além do sindicato e não pode responder por ele. O sindicato quer se encontrar com representantes do governo de Goiás para pedir a redução do ICMS.
Fetrabens
Cláudio Ferreira, assessor da Fetrabens (Federação dos Caminhoneiros Autônomos de Cargas em Geral do Estado de São Paulo), informou que a entidade vai se reunir com o governo de São Paulo “para ver se antecipa o término do protesto ao menos em São Paulo”. Ele ainda destacou que “quem está mantendo a greve não é a federação, e sim os caminhoneiros”.
Sinditac Ijuí
Carlos Alberto Litti Dahmer, presidente do Sindicat Ijuí (Sindicato dos Transportadores Autônomos de Carga de Ijuí), afirmou que assinou o acordo para o fim da greve. “O Sinditac tem uma posição tranquila bem colocada e assinada com acordo produzido com pontos que Michel Temer anunciou. No meu entender e da categoria, 100% do que pedimos foi atendido.”
Confederação Nacional do Transporte
A CNT (Confederação Nacional do Transporte) informou, via assessoria de imprensa, que “considera que os caminhoneiros foram muito bem atendidos”. “O bloqueio de caminhões de propriedade das transportadoras é ilegal e pede força policial para que os veículos das empresas voltem a circular normalmente”, completou o comunicado.
Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos
A entidade não trata a paralisação como encerrada. Segundo a sua assessoria, as medidas são levadas à base dos caminhoneiros.
Federação das Empresas de Transportes do Estado do Paraná
Sergio Malucelli, presidente da Fetranspar (Federação das Empresas de Transportes do Estado do Paraná), disse ver o acordo como “uma solução palatável”.
Sindicato Interestadual dos Caminhoneiros Autônomos
A entidade afirmou que os autônomos não participaram ativamente das negociações com o governo. Entre as reivindicações deles estão, além da redução do diesel a valores de janeiro, o aumento da pontuação de carteira, de 50 para 100 pontos, a redução do preço do botijão de gás para R$ 60, o cancelamento de multas, a criação de uma tabela de frete, e a criação de cooperativas de trabalho para dividir as cargas entre os autônomos.
Sindicato dos Transportadores Autônomos de Bens de Alagoas
O presidente do Sindicam-AL (Sindicato dos Transportadores Autônomos de Bens de Alagoas), Valdir Kummer, que representa os manifestantes no Estado, disse que não tem previsão para o fim das manifestações.
