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Saiba quem é quem na confusão que gerou racha entre Michelle e Flávio Bolsonaro

Briga teve início durante articulação de candidaturas e apoios do PL ao governo do Ceará e os candidatos do Estado ao Senado em 2026. (Foto: Divulgação)

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) publicou nesta semana um depoimento nas redes sociais em que diz ter sido humilhada pelo senador e pré-candidato do Partido Liberal (PL) à Presidência, Flávio Bolsonaro. Nos vídeos, Michelle cita uma briga por causa da articulação do deputado federal André Fernandes (PL) para que o partido apoie a candidatura de Ciro Gomes (PSDB) ao governo do Ceará em 2026, além de uma disputa entre candidatos do PL no estado por uma vaga no Senado.

O episódio citado pela ex-primeira-dama teve início em um comício do qual ela participou em Fortaleza (CE) no fim de 2025. À época, Michelle lembrou que Ciro havia criticado duramente Jair Bolsonaro e seus filhos na época em que ele era presidente e afirmou que o apoio articulado por André Fernandes, presidente estadual do PL no Ceará, era precipitado.

No Ceará, Michelle defende a candidatura do senador Eduardo Girão (Novo) ao Governo do Estado. Conforme Michelle, Girão representa os valores defendidos por Bolsonaro. Ela avalia que um apoio do PL a Ciro só deveria ocorrer em um eventual segundo turno. O PL oficializou apoio ao ex-ministro em maio deste ano.

No depoimento publicado na noite de quarta-feira (24), Michelle também citou a briga pelo Senado: em junho de 2025, ela apoiou publicamente a pré-candidatura da deputada federal Priscila Costa (PL) a uma vaga no Congresso.

André Fernandes, no entanto, tem articulado que o partido lance seu pai, o deputado estadual Alcides Fernandes (PL), como senador. Michelle afirma que a candidatura de Priscila havia sido acordada com Jair Bolsonaro.

A discussão descrita por Michelle envolve:

* André Fernandes

Deputado federal e presidente do PL Ceará, André articulou desde 2025 uma aproximação do Partido Liberal ao PSDB de Ciro Gomes; defende uma união de grupos à direita em torno de um candidato para enfrentar o governador Elmano de Freitas (PT); também defende que o seu pai, Alcides Fernandes, seja o candidato do PL ao Senado;

* Ciro Gomes

Ex-ministro e ex-governador do Ceará, foi lançado pré-candidato do PSDB ao Governo do Ceará em 16 de maio deste ano; o evento contou com participação de lideranças do PL;

* Eduardo Girão

Senador do Ceará, é pré-candidato do partido Novo ao Governo do Estado; tem apoio de Michelle Bolsonaro;

* Alcides Fernandes

Deputado estadual pelo PL, é pai de André Fernandes e foi lançado pelo filho como candidato do partido no Ceará ao Senado;

* Priscila Costa

Vereadora de Fortaleza pelo PL, irá assumir a vaga de deputada federal que era de Dayany Bittencourt (União), esposa de Capitão Wagner (União) – outro nome forte da direita no Ceará. Em 2025, Priscila foi lançada por Michelle Bolsonaro como candidata do PL ao Senado no Ceará.

Discussão 

Segundo Michelle, Ciro Gomes foi o principal responsável “pelo processo que levou à inelegibilidade do meu marido”. Ela citou ainda que o ex-governador do Ceará havia chamado Bolsonaro e seus filhos, incluindo Flávio, de corruptos e bandidos.

Na época em que criticou o apoio a Ciro, a fala da ex-primeira-dama gerou reação imediata dos filhos de Jair Bolsonaro. Flávio afirmou que ela havia “atropelado” Jair Bolsonaro ao questionar um movimento de articulação autorizado pelo ex-presidente. Carlos e Jair Renan endossaram a crítica.

Já Eduardo disse que André Fernandes havia sido “injustamente exposto” por Michelle.

No Ceará, lideranças do PL também defenderam o apoio do partido ao candidato do PSDB:

Alcides Fernandes afirmou que Ciro era a melhor opção da oposição no estado e disse que deputados estavam se aproveitando o nome de Michelle;

A deputada estadual Dra. Silvana disse que a fala de Michelle foi um “verdadeiro ataque ao deputado federal André Fernandes” e que Bolsonaro havia definido que André decidisse as tratativas no Ceará.

Ainda em 2025, após a reação do PL Ceará e dos enteados, Michelle publicou uma nota dizendo respeitar a opinião deles, mas discordar dela. “Aqueles que defendem essa aliança são livres para continuar com ela, mas não deveriam me criticar por não aceitá-la. Eu tenho o direito de não aceitar isso, ainda que essa fosse a vontade do Jair (ele não me falou se é)”, afirmou à época. (Com informações do portal de notícias g1)

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