A Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre começou 2026 com um desempenho inédito na área de transplantes de órgãos. Somente em janeiro, foram realizados 59 procedimentos — entre transplantes de coração, fígado, rim e pulmão —, o maior número já registrado em um único mês pela instituição.
O resultado supera o recorde anterior, alcançado em julho de 2024, quando foram contabilizados 57 transplantes. Com isso, janeiro de 2026 passa a ser o mês com maior volume de procedimentos na série histórica mais recente da instituição, que reúne dados consolidados entre 2017 e 2026.
O desempenho expressivo no início do ano representa também uma perspectiva renovada para pacientes que aguardam na fila por um órgão. Cada transplante envolve uma complexa logística hospitalar, além do gesto solidário das famílias doadoras, fundamentais para que o procedimento ocorra.
De acordo com o diretor Médico e de Ensino e Pesquisa da Santa Casa, Antonio Kalil, os números refletem tanto a estrutura técnica quanto a importância da conscientização sobre a doação. “Os resultados demonstram a capacidade assistencial da instituição e reforçam o valor da doação de órgãos como ato de solidariedade, que transforma vidas e proporciona novos começos para pacientes e familiares”, destaca.
Entre os procedimentos realizados em janeiro estão três transplantes cardíacos, considerados de alta complexidade. O transplante renal, que concentra a maior demanda entre os órgãos sólidos no Rio Grande do Sul, liderou o volume mensal, com 42 cirurgias. Também foram realizados 11 transplantes de fígado e três de pulmão.
A participação da Santa Casa no cenário estadual também é significativa. Em 2025, dos 773 transplantes de órgãos realizados no Estado, 469 ocorreram na instituição — o equivalente a mais de 60% do total. Os dados reforçam o papel estratégico do hospital como principal referência em transplantes no Rio Grande do Sul.
