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Saques a supermercados na Venezuela deixam um morto e 60 detidos

Consumidores procuravam bens básicos e escassos no país, como leite, arroz e farinha. (Foto: reprodução)

Uma pessoa morreu e dezenas foram detidas na Venezuela após saques a supermercados no Sudeste do país. As informações foram fornecidas pelo governador do Estado de Bolívar.

Os consumidores procuravam bens básicos e escassos no país, como leite, arroz e farinha. A ação fez com que o comércio na região fechasse as portas.

Em meio ao tumulto, um jovem de 21 anos morreu após ser baleado no peito. A imprensa local relatou que ao menos 60 pessoas foram detidas durante os saques. As lojas que permaneceram abertas tiveram de ficar sob proteção da Guarda Nacional e da polícia para poderem continuar funcionando.

Crise
Os baixos preços do petróleo – a Venezuela é grande produtora da commodity e faz parte da Organização dos Países Produtores de Petróleo – e um conjunto cada vez mais disfuncional de controle cambial e de preços têm estimulado a escassez de bens essenciais no país. O presidente Nicolás Maduro tem acusado líderes da oposição e empresas privadas, dizendo que eles estão travando uma “guerra econômica” contra seu governo, aumentando preços e escondendo produtos para causar insatisfação na população.

A Venezuela passa por uma grave crise de desabastecimento. Os índices não são divulgados há mais de um ano, quando 30% dos produtos da cesta básica estavam em falta. Produtores privados têm cada vez menos acesso a dólares para importar matéria-prima e o aparato estatal de produção de alimentos não consegue atender à demanda. Para os críticos do modelo chavista, os problemas decorrem do sistema econômico falido que é gerido pelo Estado.

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