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“Se Eduardo Cunha é malvado, é meu malvado favorito”, diz o deputado e pastor Marco Feliciano

O recente protagonismo do pastor Marco Feliciano (Podemos-SP) como grande interlocutor do segmento está longe de ser consensual. (Foto: Gabriela Korossy/Agência Câmara)

Figura polêmica por suas posições contrárias ao casamento homossexual e ao aborto, o deputado Marco Feliciano (PSC-SP) votou pela aprovação do parecer do relator Jovair Arantes (PTB-GO), favorável à abertura do processo de afastamento da presidenta Dilma Rousseff. Ele diz que “seu sonho primário” é ver o PT perder o governo e chama o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, de “meu malvado favorito”, elogiando-o por ter aceitado o pedido de impeachment. “O Cunha, todo mundo chama de malvado, né? Se ele é malvado, para mim é meu malvado favorito. Porque ele colocou o impeachment para andar.”

O deputado também defendeu as várias menções religiosas na última reunião da comissão, que começou com seu presidente, o deputado Rogério Rosso (PSD-DF), entoando a oração de São Francisco de Assis. Para Feliciano, isso não feriria o princípio do Estado laico. “Graças a Deus por o Estado ser laico. O Parlamento não começa a sessão sem o presidente ficar de pé e dizer: ‘sob a proteção de Deus e em nome do povo brasileiro’”, afirmou. Para ele, as igrejas tiveram um papel na crítica ao governo. “As igrejas começaram a se mover. Elas eram apolíticas, né? Até que começaram a perceber que a política podia [se] movimentar atrapalhando a fé delas.” (BBC Brasil)

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