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Secretário de Defesa admite erro dos Estados Unidos em bombardeio a hospital

Ataque à unidade em Kunduz (Afeganistão) matou 22 pessoas no sábado. (Foto: MSF/AFP)

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Ash Carter, admitiu nessa terça-feira a culpa do país pelo ataque aéreo que atingiu o hospital gerenciado pela organização MSF (Médicos Sem Fronteiras) na cidade afegã de Kunduz e afirmou que “lamenta profundamente” as mortes. “As Forças Armadas dos EUA tomam o maior cuidado em nossas operações para impedir a perda de vidas inocentes, e quando cometemos erros, nós os admitimos. É exatamente o que estamos fazendo agora”, declarou Carter, que está na Europa, por meio de comunicado.

No sábado, a unidade hospitalar foi atingida por um bombardeio que matou 22 pessoas. Autoridades do MSF pediram uma investigação independente sobre o incidente, que classificaram como um “crime de guerra”.

O general John Campbell, líder militar dos EUA no Afeganistão, repetiu nessa terça-feira que as forças de seu país responderam a um pedido de militares afegãos e providenciaram suporte aéreo aos militares locais que estavam em conflito com militantes do Taleban em Kunduz, capital da província que foi capturada em setembro pelos extremistas. “Para ser claro, a decisão de fornecer fogo aéreo foi uma decisão norte-americana tomada dentro da cadeia de comando norte-americana”, disse Campbell em depoimento na Comissão de Serviços Armados do Senado. Ele acrescentou que forças especiais estavam se comunicando com o avião que disparou. “Um hospital foi atingido por engano. Nunca iríamos atingir intencionalmente um local médico protegido.”

Reconhecimento

Os comentários de Campbell foram o reconhecimento mais direto feito pelos EUA de que o ataque foi realizado por forças norte-americanas. O presidente Barack Obama espera que medidas sejam tomadas para evitar que isso se repita, disse nessa terça-feira o porta-voz da Casa Branca, Josh Earnest.

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