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Secretário do governo federal causa polêmica ao dizer que mais detentos deveriam morrer em rebeliões

Bruno Júlio (D) é investigado por agressão, ameaça e assédio sexual. (Foto: Reprodução)

O secretário nacional de Juventude, Bruno Júlio, causou polêmica ao declarar a um colunista do jornal O Globo que as matanças ocorridas entre detentos nos presídios de Manaus (AM) e Boa Vista (RO) e Manaus deveriam ocorrer com maior frequência e atingindo um número maior de apenados.

“Eu sou filho de policial, acho que tinha era que matar mais, fazer uma chacina por semana”, afirmou, ao se referir aos 56 mortos nas rebeliões do início da semana no Amazonas e aos 31 que perderam a vida no motim desta sexta-feira em Roraima.

 “Isso que me deixa triste. Olha a repercussão que esse negócio teve. Os ‘santinhos’ que estavam lá dentro são chamados de ‘coitadinhos’ mas estupraram e mataram”, prosseguiu. “Esse politicamente correto que está virando o Brasil está ficando muito chato.”
Licenciado da Juventude do PMDB, Bruno Júlio é filho do ex-deputado federal Cabo Júlio (PMDB), que, atualmente, ocupa uma cadeira de deputado na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.

Agressão à mulher

O secretário é alvo de investigações em Belo Horizonte (MG) por agressões contra a esposa e ameaças a uma ex-companheira. Ele também foi denunciado por assediar sexualmente uma funcionária.

Segundo fontes do próprio jornal O Globo, o presidente Michel Temer avalia uma possível exoneração de Bruno Júlio.

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