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Segundo o ministro da Fazenda, quando as contas estiverem em ordem não haverá motivo para pagar uma taxa de juros tão alta

Segundo Hadadd, os senadores "estão se sentindo muito contemplados pelo texto". (Foto: Lula Marques/Agência Brasil)

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que a nova regra para as contas públicas obrigatoriamente levará a uma queda na taxa básica de juros — atualmente em 13,75%. “Estamos recompondo a base fiscal [do governo]. Isso vai exigir, mais do que permitir, uma queda na taxa de juros, porque se as contas estão em ordem, não tem porque pagar juros tão altos, o maior do mundo hoje”, disse.

A fala do ministro vem no dia seguinte a uma afirmação feita por Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central, de que não há “relação mecânica’ entre o marco fiscal e queda na taxa de juros.

Ao divulgar o novo projeto do arcabouço fiscal — que estabelece regras para reduzir a dívida pública e traça um cenário de levar as contas do governo de volta ao azul já em 2024 — a equipe econômica afirmou que a meta é economizar R$ 360 milhões com juros até 2031.

A expectativa é que a regra fiscal seja encaminhada ao Congresso Nacional na próxima semana. Haddad colocou como limite o dia 15 de abril.

O novo regramento para as contas públicas conta com uma receita adicional ao governo entre R$ 110 bilhões e R$ 150 bilhões – para viabilizar as metas contidas na proposta.

Um pacote de medidas está sendo estruturado. A principal delas é proibir que empresas com incentivos fiscais concedidos por estados, via ICMS, possam abater esse crédito da base de cálculo de impostos federais (IRPJ e CSLL).

O crédito só poderá ser abatido se for destinado a investimentos, e não a custeio. A medida prevê receita adicional de R$ 85 bilhões a R$ 90 bilhões.

Ajustes finais do arcabouço

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, confirmou que os ajustes finais do arcabouço fiscal foram trabalhados com a Casa Civil na semana passada. A expectativa é que a proposta com novas regras para controle das contas públicas seja enviada ao Congresso Nacional antes do dia 15 de abril.

Haddad teria duas reuniões com o Ministro da Casa Civil, Rui Costa. A primeira é com a presença do Secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron.

“É reunião de rotina, sobre execução orçamentária. Devemos [também] bater o texto [da regra fiscal] para encaminhar ao Congresso na semana que vem”, disse.

No início da semana, o ministro declarou que o texto da proposta será enviado ao Legislativo “junto” com outras medidas de “recuperação da base fiscal”, isto é, de incremento de receita ao governo.

O novo arcabouço fiscal tem como compromisso limitar os gastos públicos a 2,5% e estabelecer um piso mínimo de 0,6%. No atual parâmetro, a proposta precisaria de receita adicional entre R$ 110 bilhões a R$ 150 bilhões, segundo o ministro da Fazenda.

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